{"id":2398,"date":"2014-11-12T16:13:00","date_gmt":"2014-11-12T20:13:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2421","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2398","title":{"rendered":"Em: 12\/11\/2014 &agrave;s 16:13h por Estad\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span>A delicada situa&ccedil;&atilde;o dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas pode piorar ainda mais. Apesar de o armazenamento estar no menor n&iacute;vel desde o racionamento, as usinas ser&atilde;o muito requisitadas nos pr&oacute;ximos meses para suportar o aumento do consumo no ver&atilde;o. Desde que come&ccedil;ou o per&iacute;odo seco, em abril, o sistema tem sido refor&ccedil;ado pela produ&ccedil;&atilde;o das t&eacute;rmicas movidas a biomassa e das usinas e&oacute;licas, que v&ecirc;m ganhando cada vez mais espa&ccedil;o na matriz el&eacute;trica brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span>Mas com o in&iacute;cio da entressafra da cana e per&iacute;odo de ventos mais fracos no Nordeste, essa contribui&ccedil;&atilde;o vai diminuir nos pr&oacute;ximos meses ao mesmo tempo em que o consumo subir&aacute; com o calor. Dados da C&acirc;mara de Comercializa&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica (CCEE) &nbsp;mostram que a gera&ccedil;&atilde;o menor dessas fontes aliada &agrave; demanda mais forte provocar&aacute; um buraco de 9.241 megawatts (MW) m&eacute;dios em janeiro, que ter&atilde;o de ser supridos por hidrel&eacute;tricas e termoel&eacute;tricas.<\/span><\/p>\n<p><span>O impacto maior ser&aacute; provocado pela queda na produ&ccedil;&atilde;o da energia de biomassa que desde maio tem gerado acima de 3 mil MW m&eacute;dios. Esse volume deve cair para 400 MW m&eacute;dios em janeiro, segundo a Comerc. A e&oacute;lica seguir&aacute; o mesmo ritmo. Nos &uacute;ltimos dias, as usinas a vento geraram 4% da energia do sistema &#8211; acima do volume de Angra 1 e 2 -, n&uacute;mero expressivo para uma fonte que at&eacute; bem pouco tempo era irrelevante na matriz el&eacute;trica. Segundo dados da Comerc, a produ&ccedil;&atilde;o das e&oacute;licas deve cair pela metade, para cerca de 1 mil MW m&eacute;dios.<\/span><\/p>\n<p><span>T&eacute;rmicas &#8211; Apesar de o Pa&iacute;s ter 22 mil MW de capacidade instalada de energia t&eacute;rmica (incluindo as nucleares), apenas 17 mil MW est&atilde;o dispon&iacute;veis, segundo relat&oacute;rio do Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico (ONS). Mas, por uma s&eacute;rie de problemas, nem isso tem sido verificado no dia a dia. Pelos relat&oacute;rios do ONS, entre o dia 20 de outubro e 6 de novembro, a participa&ccedil;&atilde;o da energia t&eacute;rmica variou de 21,35% a 25,35% do total.<\/span><\/p>\n<p><span>No caso das hidrel&eacute;tricas, a participa&ccedil;&atilde;o voltou a subir nas &uacute;ltimas semanas, para at&eacute; 61% do total. Pior: no Sudeste\/Centro-Oeste, a produ&ccedil;&atilde;o de energia h&iacute;drica aumentou, apesar de algumas usinas estarem com menos de 10% de armazenamento. Na &uacute;ltima semana ficou acima dos 20 mil MW m&eacute;dios &#8211; aproximadamente 1 mil MW m&eacute;dios acima das semanas anteriores. Isso significa ainda menos &aacute;gua nos reservat&oacute;rios.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A delicada situa&ccedil;&atilde;o dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas pode piorar ainda mais. Apesar de o armazenamento estar no menor n&iacute;vel desde o racionamento, as usinas ser&atilde;o muito requisitadas nos pr&oacute;ximos meses para suportar o aumento do consumo no ver&atilde;o. 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