{"id":2383,"date":"2014-11-10T16:53:00","date_gmt":"2014-11-10T20:53:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2406","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2383","title":{"rendered":"Em: 10\/11\/2014 &agrave;s 16:53h por Portal da Ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"<p><span>O estado de S&atilde;o Paulo, o maior parque fabril do pa&iacute;s, vem perdendo espa&ccedil;o na produ&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria brasileira. Apesar de responder por 31,3% de tudo o que &eacute; produzido pelo setor, a participa&ccedil;&atilde;o do estado perdeu peso na composi&ccedil;&atilde;o do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em uma d&eacute;cada &#8211; de 2001 a 2011 -, a participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria paulista no PIB industrial recuou 7,7 pontos percentuais, a maior queda registrada entre os demais estados e o Distrito Federal. Por outro lado, aumentou a participa&ccedil;&atilde;o no PIB dos outros tr&ecirc;s estados do Sudeste, e de outros localizados nas regi&otilde;es Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Tamb&eacute;m s&atilde;o esses estados que est&atilde;o contratando mais trabalhadores.<\/span><\/p>\n<p><span>A dissemina&ccedil;&atilde;o da contribui&ccedil;&atilde;o dos estados na produ&ccedil;&atilde;o nacional mostra que h&aacute; desconcentra&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria no Brasil, segundo documento in&eacute;dito divulgado pela Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) nesta quinta-feira (6), durante o Encontro Nacional da Ind&uacute;stria (ENAI), em Bras&iacute;lia. O estudo Perfil da Ind&uacute;stria nos Estados apresenta informa&ccedil;&otilde;es sobre a evolu&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria de cada estado na economia local, no PIB industrial nacional, na gera&ccedil;&atilde;o de emprego, nas exporta&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m dos principais segmentos industriais em cada unidade da federa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>A contribui&ccedil;&atilde;o das f&aacute;bricas do Rio de Janeiro para o PIB industrial brasileiro aumentou 2,5 pontos percentuais na d&eacute;cada. Do total da produ&ccedil;&atilde;o industrial, 12,3% v&ecirc;m do Rio. Minas Gerais, cuja participa&ccedil;&atilde;o no bolo nacional, aumentou 2,2 pontos percentuais na d&eacute;cada, responde por outros 11,5%. O estado que teve a terceira maior alta na participa&ccedil;&atilde;o foi o Tocantins, com aumento de 1,5 ponto percentual. O quarto maior incremento foi registrado no Esp&iacute;rito Santo (1,2 ponto percentual), seguido por Goi&aacute;s (0,5 ponto percentual).<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;Os dados mostram que, nos &uacute;ltimos dez anos, tem havido aumento da industrializa&ccedil;&atilde;o fora de S&atilde;o Paulo. A desconcentra&ccedil;&atilde;o industrial &eacute; positiva porque leva desenvolvimento para outros estados do pa&iacute;s. Mais ind&uacute;strias significam mais empregos de maior qualidade, sal&aacute;rios mais elevados e distribui&ccedil;&atilde;o de renda&#8221;, afirma o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.<\/span><\/p>\n<p><span>GERA&Ccedil;&Atilde;O DE EMPREGO FORA DO SUDESTE &#8211; Nas regi&otilde;es Centro-Oeste, Norte e Nordeste, foi onde a ind&uacute;stria mais elevou a sua participa&ccedil;&atilde;o no emprego. Em Mato Grosso do Sul, o aumento foi de 6,3 ponto percentual e, &nbsp;atualmente, as empresas industriais daquele estado s&atilde;o respons&aacute;veis por 22,2% do emprego com carteira assinada. Rond&ocirc;nia aparece em segundo lugar entre os estados em que mais cresceu a participa&ccedil;&atilde;o do setor no total de empregados locais (5,1 pp). Em seguida, v&ecirc;m Pernambuco (4,1 pp), Goi&aacute;s (4,0 pp) e Bahia (3,9 &nbsp;pp). Por outro lado, em S&atilde;o Paulo, apesar de as ind&uacute;strias serem respons&aacute;veis por 26,1% dos empregos formais, houve uma ligeira redu&ccedil;&atilde;o na d&eacute;cada, de 0,1 ponto percentual.<\/span><\/p>\n<p><span>O Par&aacute; &eacute; onde os industrializados t&ecirc;m maior import&acirc;ncia para compor o PIB estadual. Do total da riqueza gerada no estado, 38,9% s&atilde;o oriundos de empresas industriais. Em seguida, aparecem Amazonas (34,8% do PIB) e Esp&iacute;rito Santo (31,1%). No outro extremo, vem o Distrito Federal. Apenas 5,6% do PIB desta unidade da federa&ccedil;&atilde;o &eacute; produzido pela ind&uacute;stria. No Norte e Nordeste, os produtos industrializados tamb&eacute;m t&ecirc;m peso maior no volume que &eacute; vendido para o exterior. Mais de 90% das exporta&ccedil;&otilde;es de Alagoas, de Sergipe, do Amazonas e de Pernambuco s&atilde;o de industrializados. Em S&atilde;o Paulo, os produtos industrializados respondem por 85,8% das exporta&ccedil;&otilde;es. No Rio de Janeiro, por 39,9%, e, em Minas Gerais, por 35,1%. &nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Quando se analisa a participa&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria na gera&ccedil;&atilde;o de empregos, verifica-se que na regi&atilde;o Sul &eacute; onde tem mais import&acirc;ncia. De cada 100 empregos com carteira de trabalho assinada em Santa Catarina, 36 est&atilde;o nas f&aacute;bricas. No Rio Grande do Sul, a ind&uacute;stria emprega 30% da m&atilde;o de obra. No Paran&aacute;, 28%. Em seguida aparecem o Amazonas e S&atilde;o Paulo, onde as ind&uacute;strias s&atilde;o respons&aacute;veis por &nbsp;28% e 26% dos empregos formais, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><span>CARTA DA IND&Uacute;STRIA 2014 &#8211; Ao fim de dois dias de debates no Encontro Nacional da Ind&uacute;stria (ENAI), a CNI divulga nesta quinta-feira (6), a Carta da Ind&uacute;stria 2014, documento que re&uacute;ne as propostas da ind&uacute;stria para desenvolver o pa&iacute;s nos pr&oacute;ximos quatro anos. A mensagem &eacute; de que a ind&uacute;stria brasileira tem pressa e defende um di&aacute;logo permanente com a sociedade, o Congresso, o Executivo e o Judici&aacute;rio para reverter o quadro de perda de competitividade. Entre os avan&ccedil;os defendidos j&aacute; para 2015, est&atilde;o a reforma tribut&aacute;ria, a moderniza&ccedil;&atilde;o das leis trabalhistas, o aumento dos investimentos em infraestrutura, al&eacute;m de uma pol&iacute;tica fiscal que beneficie o investimento e o aumento da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;O Brasil precisa ter uma agenda com metas claras e objetivos definidos sobre o que pretende alcan&ccedil;ar para tornar-se mais competitivo. Precisamos estar preparados para, em 2018, responder sobre o quanto melhoraram os indicadores de competitividade&#8221;, afirma o diretor de Pol&iacute;ticas e Estrat&eacute;gia da CNI, Jos&eacute; Augusto Fernandes.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estado de S&atilde;o Paulo, o maior parque fabril do pa&iacute;s, vem perdendo espa&ccedil;o na produ&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria brasileira. 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