{"id":2277,"date":"2014-10-27T15:21:00","date_gmt":"2014-10-27T19:21:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2299","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2277","title":{"rendered":"Em: 27\/10\/2014 &agrave;s 15:21h por Abrapch"},"content":{"rendered":"<p><span>Que o pre&ccedil;o da energia vem subindo, especialmente durante este ano, os brasileiros sabem e percebem mensalmente ao pagar a conta. Talvez o que muitos n&atilde;o percebam &eacute; que a alta est&aacute; bem acima da infla&ccedil;&atilde;o. &Eacute; o que afirma o Instituto Brasileiro de Economia e Finan&ccedil;as (Ibecon), que realizou um estudo que mostra que o valor da tarifa subiu acima da infla&ccedil;&atilde;o para os clientes de quatro em cinco distribuidoras no per&iacute;odo entre 2004 e 2014. Nesses dez anos analisados, a varia&ccedil;&atilde;o chegou a atingir at&eacute; 167,7% &ndash; o que equivale a quase duas vezes e meia a infla&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo, de 68,75%.<\/span><\/p>\n<p><span>A constata&ccedil;&atilde;o foi feita levando em considera&ccedil;&atilde;o o pre&ccedil;o da tarifa da CPFL Paulista, respons&aacute;vel pela distribui&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica no interior de S&atilde;o Paulo, que atingiu a maior varia&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s nesses dez anos com a alta de 167,7%. &Eacute; como se, por exemplo, o quilo do feij&atilde;o custasse R$ 5 em 2004 e passasse a custar R$ 13,35 em 2014. Em outras distribuidoras a varia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o chegou a ser t&atilde;o estrondosa, mas causou efeitos consider&aacute;veis. Como a Elektro, que atende o interior de S&atilde;o Paulo e Mato Grosso do Sul, em que o aumento desde 2004 chegou a 104,7%.<\/span><\/p>\n<p><span>O principal motivo para a alta na energia el&eacute;trica, sobretudo em 2014, tem um motivo: a falta de chuvas e o acionamento constante das usinas t&eacute;rmicas. A gera&ccedil;&atilde;o dessa energia suja, proveniente da queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis, tem um gasto muito maior do que se teria com a produ&ccedil;&atilde;o feita por fontes renov&aacute;veis &ndash; al&eacute;m de ser muito mais prejudicial ao meio ambiente. O custo m&eacute;dio das termel&eacute;tricas est&aacute; calculado em R$ 900\/megawatt-hora (MWh), contra os R$ 180\/MWh referente &agrave;s Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas (PCHs). A diferen&ccedil;a, claro, j&aacute; foi inclu&iacute;da na tarifa com o reajuste de at&eacute; 40% realizado em agosto em alguns estados do pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>Nem a chamada &ldquo;MP do Setor El&eacute;trico&rdquo;, assinada pela presidente Dilma Rousseff em 2012 e que causou uma diminui&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 20% na tarifa, alivia a situa&ccedil;&atilde;o. A previs&atilde;o &eacute; justamente a contr&aacute;ria, de acordo com auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU): essa medida gerou uma d&iacute;vida de R$ 61 bilh&otilde;es que ter&aacute; que ser paga pelos consumidores. Ou seja, novos reajustes ir&atilde;o acontecer a partir de 2015.<\/span><\/p>\n<p><span>Outro caso que ir&aacute; onerar mais os brasileiros nos pr&oacute;ximos anos &eacute; o da redu&ccedil;&atilde;o de R$ 13 para R$ 9 bilh&otilde;es a destina&ccedil;&atilde;o de recursos do or&ccedil;amento da Uni&atilde;o para o Aux&iacute;lio &agrave; Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico (CDE). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou em setembro deste ano que esses R$ 4 bilh&otilde;es em subs&iacute;dios cortados da conta tamb&eacute;m ser&atilde;o pagos pelos consumidores.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que o pre&ccedil;o da energia vem subindo, especialmente durante este ano, os brasileiros sabem e percebem mensalmente ao pagar a conta. 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