{"id":2263,"date":"2014-10-23T15:50:00","date_gmt":"2014-10-23T19:50:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2285","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2263","title":{"rendered":"Em: 23\/10\/2014 &agrave;s 15:50h por Canal Energia"},"content":{"rendered":"<p><span>A ind&uacute;stria poder&aacute; ter que pagar um custo extra com energia de quase R$ 40 bilh&otilde;es at&eacute; 2018, segundo um levantamento realizado pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres. Metade dessa conta, cerca de R$ 20 bilh&otilde;es, ficariam com os associados da Abrace, que teriam um impacto de 47% nos valores pagos atualmente, por quatro anos. As proje&ccedil;&otilde;es da associa&ccedil;&atilde;o levam em conta impactos potenciais de aumentos do custo da energia, transmiss&atilde;o e encargos.<\/span><\/p>\n<p><span>Camila Schoti, coordenadora de Energia da Abrace, conta que a inten&ccedil;&atilde;o da pesquisa era entender como est&aacute; a condi&ccedil;&atilde;o de mercado para a recontrata&ccedil;&atilde;o de energia, visto que a maioria dos consumidores livres se contrata por cinco anos e teria, portanto, parte dos contratos vencedo at&eacute; 2018. A associa&ccedil;&atilde;o levou em considera&ccedil;&atilde;o pre&ccedil;os em torno de R$ 350\/MWh a R$ 400\/MWh para contratos em 2015 com dura&ccedil;&atilde;o de um ano, e entre R$ 250\/MWh e R$ 300\/MWh com vencimento em tr&ecirc;s anos. &#8220;H&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o muito grande com rela&ccedil;&atilde;o a isso. A nossa base de associados &eacute; de grandes consumidores de energia e a maior parte deles &eacute; eletrointensivo. Se ele estiver numa situa&ccedil;&atilde;o de recontratar energia a R$ 400\/MWh, esse valor n&atilde;o cabe no pre&ccedil;o do produto&#8221;, analisa Camila.<\/span><\/p>\n<p><span>Ela diz que uma sa&iacute;da para evitar uma recontrata&ccedil;&atilde;o a pre&ccedil;os t&atilde;o altos seria o governo destinar parte das cotas das concess&otilde;es a vencer para a ind&uacute;stria como um todo. &#8220;Os consumidores livres n&atilde;o tiveram esse benef&iacute;cio e seria uma alternativa para reverter esse quadro&#8221;, comenta. Uma outra alternativa que est&aacute; sendo estudada pela Abrace seria a permiss&atilde;o para os consumidores livres participarem da expans&atilde;o de energia, ou seja, nos leil&otilde;es poderem comprar energia em pool assim como fazem as distribuidoras. &#8220;Claro que tem que levar em considera&ccedil;&atilde;o especificidades de cada agente. Uma grande ind&uacute;stria n&atilde;o pode assinar um contrato de 30 anos como uma distribuidora faz. Por isso, n&atilde;o &eacute; algo t&atilde;o simples, mas que tem que ser estudado&#8221;, aponta.<\/span><\/p>\n<p><span>A Abrace ainda se mostra preocupada com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico e aos custos de transmiss&atilde;o. Camila explica que n&atilde;o se sabe ainda qual ser&aacute; a parcela que o Tesouro aportar&aacute; na conta e, portanto, tamb&eacute;m n&atilde;o se sabe o que ficar&aacute; com o consumidor. Dependendo do aporte do governo, os gastos com a CDE podem crescer significativamente para o consumidor. Quanto &agrave; transmiss&atilde;o, Camila diz que h&aacute; imprevisibilidade e que s&oacute; no reajuste deste ano a Tust subiu em m&eacute;dia 70% para os associados da Abrace. &#8220;A medida que grandes projetos de gera&ccedil;&atilde;o ou v&aacute;rios tem seu cronograma postergados, eles s&atilde;o isentados de pagar a parcela da RAP e isso cai sobre o consumidor&#8221;, afirma.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind&uacute;stria poder&aacute; ter que pagar um custo extra com energia de quase R$ 40 bilh&otilde;es at&eacute; 2018, segundo um levantamento realizado pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres. 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