{"id":2261,"date":"2014-10-23T15:49:00","date_gmt":"2014-10-23T19:49:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2283","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2261","title":{"rendered":"Em: 23\/10\/2014 &agrave;s 15:49h por Abrapch"},"content":{"rendered":"<p><span>O Brasil tem uma matriz energ&eacute;tica baseada na produ&ccedil;&atilde;o hidrel&eacute;trica, respons&aacute;vel por mais de 65% da gera&ccedil;&atilde;o. No entanto, principalmente nos dois &uacute;ltimos anos uma fonte n&atilde;o-renov&aacute;vel vem crescendo e se apropriando de uma fatia maior do mercado: a t&eacute;rmica. O motivo alegado constantemente para esse aumento da produ&ccedil;&atilde;o de energia suja &eacute; a falta de chuvas, que diminui o n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios h&iacute;dricos e a gera&ccedil;&atilde;o hidrel&eacute;trica. A PSR, consultoria especializada no setor el&eacute;trico, por&eacute;m, aponta outro motivo.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;O volume de chuvas nos &uacute;ltimos dois anos n&atilde;o foi baixo a ponto de diminuir tanto assim a gera&ccedil;&atilde;o das hidrel&eacute;tricas. Ocorre que seus reservat&oacute;rios est&atilde;o esvaziando mais rapidamente do que era de esperar&rdquo;, analisa Mario Veiga, presidente da PSR. Ou seja, a capacidade de gera&ccedil;&atilde;o dessas usinas n&atilde;o &eacute; aquela que se imaginava e\/ou se tinha anteriormente.<\/span><\/p>\n<p><span>Tr&ecirc;s s&atilde;o as possibilidades levantadas pela PSR para essa diminui&ccedil;&atilde;o de efici&ecirc;ncia hidrel&eacute;trica percebida no pa&iacute;s em especial neste ano, sem considerar o fator n&iacute;vel pluviom&eacute;trico:<\/span><\/p>\n<p><span>Assoreamento dos reservat&oacute;rios: lama e demais sedimentos podem ter se acumulado no fundo dos reservat&oacute;rios utilizados pelas hidrel&eacute;tricas, independente do motivo (correntes dos rios, por exemplo). Isso poderia causar uma diminui&ccedil;&atilde;o no volume de &aacute;gua dispon&iacute;vel para ser utilizada pelas usinas na gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica.<\/span><\/p>\n<p><span>Roubo de &aacute;gua: outro poss&iacute;vel causador desta queda de capacidade &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o ilegal da &aacute;gua que serviria para encher os reservat&oacute;rios. Segundo o estudo da consultoria, esse desvio seria feito para alimentar os sistemas de irriga&ccedil;&atilde;o de propriedades agr&iacute;colas localizadas pr&oacute;ximas a esses rios.<\/span><\/p>\n<p><span>Perdas de efici&ecirc;ncia: a terceira hip&oacute;tese diz respeito &agrave; perda natural de efici&ecirc;ncia das hidrel&eacute;tricas com o passar do tempo. Essa possibilidade existe j&aacute; que, caso n&atilde;o passem por testes para verificar a efici&ecirc;ncia dos equipamentos, as usinas podem se tornar menos produtivas.<\/span><\/p>\n<p><span>A consequ&ecirc;ncia &eacute; conhecida: uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o das usinas termel&eacute;tricas e um gasto mais elevado que se teria com o uso de fontes renov&aacute;veis. A n&iacute;vel de compara&ccedil;&atilde;o, o pre&ccedil;o m&eacute;dio das t&eacute;rmicas &eacute; de R$ 900\/megawatt-hora (MWh), contra R$ 180\/MWh das Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas (PCHs). Al&eacute;m do fator econ&ocirc;mico e tamb&eacute;m ambiental, j&aacute; que essas usinas contribuem com a polui&ccedil;&atilde;o e afetam o ambiente com a queima de combust&iacute;vel, existe a quest&atilde;o de que as t&eacute;rmicas devem ser utilizadas apenas para medidas de emerg&ecirc;ncia &ndash; n&atilde;o para uso constante, como substitutas das hidrel&eacute;tricas.<\/span><\/p>\n<p><span>Levando em conta esses t&oacute;picos, o trabalho da PSR conclui que &ldquo;a &uacute;nica certeza &eacute; que a conta de luz vai ficar mais cara&rdquo;. E j&aacute; vem ficando, como percebido com o reajuste de at&eacute; 40% em alguns estados do pa&iacute;s que entrou em vigor recentemente &#8211; a primeira das altas previstas para acontecerem nos pr&oacute;ximos anos. Al&eacute;m desse custo extra com os combust&iacute;veis importados para que as t&eacute;rmicas funcionem, o consumidor ainda ter&aacute; que arcar com os R$ 4 bilh&otilde;es que foram retirados do or&ccedil;amento de aux&iacute;lio &agrave; Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico (CDE) e outros R$ 61 bilh&otilde;es da d&iacute;vida gerada pela implementa&ccedil;&atilde;o da &ldquo;MP do Setor El&eacute;trico&rdquo; em 2012.<\/span><\/p>\n<p><span>Uma solu&ccedil;&atilde;o para este fen&ocirc;meno que vem ocorrendo no Brasil seria a expans&atilde;o do quadro das Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas. Atualmente, existem cerca de 4,7 mil megawatts (MW) em opera&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s &ndash; o que corresponde a 3,55% da matriz energ&eacute;tica. No entanto, essa gera&ccedil;&atilde;o poderia ser muito maior com os 639 projetos de pequenas usinas que est&atilde;o parados &agrave; espera de an&aacute;lise do setor t&eacute;cnico da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica: mais de 7,2 mil MW, uma pot&ecirc;ncia superior ao de meia Usina Hidrel&eacute;trica de Itaipu.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tem uma matriz energ&eacute;tica baseada na produ&ccedil;&atilde;o hidrel&eacute;trica, respons&aacute;vel por mais de 65% da gera&ccedil;&atilde;o. No entanto, principalmente nos dois &uacute;ltimos anos uma fonte n&atilde;o-renov&aacute;vel vem crescendo e se apropriando de uma fatia maior do mercado: a t&eacute;rmica. 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