{"id":2121,"date":"2014-10-02T16:29:00","date_gmt":"2014-12-26T01:40:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2142","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2121","title":{"rendered":"Em: 02\/10\/2014 &agrave;s 16:29h por Conjur"},"content":{"rendered":"<p><span>H&aacute; tr&ecirc;s anos, o Brasil era visto pelos investidores como o pa&iacute;s do presente, e n&atilde;o mais do futuro. O setor de energia, por exemplo, foi o destino de muitos dos investimentos estrangeiros no pa&iacute;s. Mas a inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica acabou por atemorizar o mercado, que refugou. Agora, a crise financeira e a estagna&ccedil;&atilde;o nesse setor podem reabrir boas oportunidades para investimentos. Quem afirma &eacute; o advogado Jose Roberto Oliva Junior, respons&aacute;vel pela &aacute;rea de regula&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica do escrit&oacute;rio Pinheiro Neto Advogados. Ele participou do U.S. &#8211; Brazil Legal Summit, organizado pela ALM, editora da The American Lawyer, Corporate Counsel e Focus Latin America, com apoio da revista eletr&ocirc;nica Consultor Jur&iacute;dico.<\/span><\/p>\n<p><span>Oliva Junior afirma que subsetores como o hidrel&eacute;trico e o e&oacute;lico tornaram-se atrativos, j&aacute; que o mercado come&ccedil;ou a ficar barato novamente. Segundo ele, h&aacute; v&aacute;rias negocia&ccedil;&otilde;es de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es acontecendo no Brasil. &ldquo;Seja qual for o pr&oacute;ximo presidente da Rep&uacute;blica, vai haver um aperto fiscal, o que resulta em menos dinheiro para emprestar. Ser&aacute; preciso dinheiro estrangeiro e outros tipos de estrutura&ccedil;&otilde;es financeiras para fomentar o investimento&#8221;, aposta.<\/span><\/p>\n<p><span>Um dos caminhos, segundo o advogado, ser&aacute; o de deb&ecirc;ntures de infraestrutura &mdash; que podem ser emitidas para financiar projetos de infraestrutura priorit&aacute;rios para o governo e garantir&atilde;o tratamento tribut&aacute;rio favorecido a investidores. O advogado explica que os estrangeiros continuam investindo no Brasil, mas est&atilde;o receosos. &ldquo;Quem conhece o setor sabe que &eacute; seguro, mas ele est&aacute; um pouco imprevis&iacute;vel e isso dificulta os investimentos. Faltam di&aacute;logo e regulamenta&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>Crescimento de 100%<\/span><br \/><span>Segundo o advogado, nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, a &aacute;rea de energia cresceu mais de 100% ao ano. E, pela demanda, cerca de R$ 270 bilh&otilde;es ser&atilde;o investidos nos pr&oacute;ximos dez anos.<\/span><\/p>\n<p><span>Para que isso se concretize, Oliva J&uacute;nior diz serem necess&aacute;rias mudan&ccedil;as que garantam previsibilidade e permitam o planejamento, como uma maior autonomia e participa&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias reguladoras. &nbsp;&ldquo;&Eacute; necess&aacute;rio mais di&aacute;logo e um melhor planejamento. Com exce&ccedil;&atilde;o da comercializa&ccedil;&atilde;o, todos os subsetores de energia est&atilde;o com dificuldade.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span>Companhias de distribui&ccedil;&atilde;o, segundo o especialista, precisam ainda mais de ajuda para serem rent&aacute;veis e superarem problemas de fluxo de caixa.<\/span><\/p>\n<p><span>Energia suficiente<\/span><br \/><span>O advogado mostrou que cerca de 65% da energia no Brasil &eacute; hidrel&eacute;trica, o que demanda cada vez mais chuva. Para complicar, o pa&iacute;s optou por n&atilde;o ter usinas com grandes reservat&oacute;rios, devido a impactos ambientais. Com isso, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel estocar energia.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;Vamos precisar de termoel&eacute;tricas e temos potencial grande de g&aacute;s e biomassa&#8221;, indica. Biomassa, segundo ele, &eacute; pouco aproveitada no pa&iacute;s. &#8220;&Eacute; preciso haver leil&otilde;es espec&iacute;ficos com essa fonte, com pre&ccedil;o acess&iacute;vel&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span>Hoje, a biomassa concorre com a energia e&oacute;lica, que tem um pre&ccedil;o muito mais competitivo, e por isso &eacute; quase sempre escolhida. Mas &eacute; preciso diversificar a matriz. &#8220;O caminho s&atilde;o leil&otilde;es regionais, com pre&ccedil;os diferentes por fonte. N&atilde;o ganha o melhor pre&ccedil;o, mas sim a melhor energia&#8221;, defende o advogado.<\/span><\/p>\n<p><span>U.S. &#8211; Brazil Legal Summit<\/span><br \/><span>Pela primeira vez no Brasil, a ALM reuniu especialistas que discutiram os desafios legais para o investimento internacional e na negocia&ccedil;&atilde;o entre pa&iacute;ses. Em ingl&ecirc;s, os palestrantes falaram sobre o setor de energia no Brasil, regime fiscal, investiga&ccedil;&atilde;o e arbitragem. O evento, gratuito, aconteceu em uma das salas do Hotel Hilton S&atilde;o Paulo Morumbi, nesta ter&ccedil;a-feira (30\/9).<\/span><\/p>\n<p><span>A ALM &eacute; a maior editora jur&iacute;dica dos Estados Unidos, com cerca de 40 revistas sobre o mercado. Ela organiza cerca de 300 eventos por ano nos EUA e planeja fazer do semin&aacute;rio um evento anual no pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H&aacute; tr&ecirc;s anos, o Brasil era visto pelos investidores como o pa&iacute;s do presente, e n&atilde;o mais do futuro. O setor de energia, por exemplo, foi o destino de muitos dos investimentos estrangeiros no pa&iacute;s. Mas a inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica acabou por atemorizar o mercado, que refugou. 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