{"id":18078,"date":"2015-06-24T14:36:00","date_gmt":"2015-06-24T18:36:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3517","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=18078","title":{"rendered":"Em: 24\/06\/2015 &agrave;s 14:36h por"},"content":{"rendered":"<p><span>As Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas (PCHs), os parques e&oacute;licos e as usinas t&eacute;rmicas movidas a carv&atilde;o devem concentrar os investimentos ga&uacute;chos para a produ&ccedil;&atilde;o de energia nos pr&oacute;ximos anos. Esse e outros pontos foram debatidos nesta quinta-feira durante semin&aacute;rio promovido pelo Sindicato dos Engenheiros (Senge-RS), na Pucrs. Na ocasi&atilde;o, profissionais e pol&iacute;ticos envolvidos com o tema discutiram a crise energ&eacute;tica e suas consequ&ecirc;ncias para o desenvolvimento do Brasil e do Rio Grande do Sul.<\/span><\/p>\n<p><span>Para o representante da Agenda 2020, Humberto C&eacute;sar Busnello, os desafios do Estado na &aacute;rea energ&eacute;tica precisam ser vistos no contexto do modelo brasileiro de gera&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o. Dentro da perspectiva de que a oferta nacional deva crescer 30% at&eacute; 2019, os ga&uacute;chos contribuiriam, a partir de projetos com recursos que j&aacute; est&atilde;o garantidos, com 340 megawatts (MW) de energia t&eacute;rmica via carv&atilde;o, 755 MW de e&oacute;lica e 1,2 m<\/span><br \/><span>il MW de g&aacute;s. O palestrante sugere, entre outros pontos, a busca por uma estabilidade regulat&oacute;ria para o setor e a possibilidade de leil&otilde;es regionais ou por fonte.<\/span><\/p>\n<p><span>Al&eacute;m disso, Busnello destacou a import&acirc;ncia do investimento estadual em PCHs, que possuem potencial para agregar 1,1 mil MW ao sistema, o que custaria em torno de R$ 5 bilh&otilde;es. Nesse caso, atualmente, s&atilde;o 125 projetos em licenciamento que, uma vez conclu&iacute;dos, podem dar um retorno de R$ 195 milh&otilde;es ao ano apenas em ICMS. &ldquo;Trata-se de um &oacute;timo neg&oacute;cio, especialmente para os munic&iacute;pios, pois &eacute; um sistema que gera empregos e arrecada&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span>O diretor de planejamento e programas da Secretaria Estadual de Minas e Energia, Jos&eacute; Francisco Fraga, listou os oito desafios do governo estadual para o setor. Entre eles, a renova&ccedil;&atilde;o da concess&atilde;o da CEEE-D, o desenvolvimento do Plano Energ&eacute;tico 2016-2025 e do Programa de Eletrifica&ccedil;&atilde;o Rural para Redes Trif&aacute;sicas, a configura&ccedil;&atilde;o de um atlas solarim&eacute;trico para verificar o potencial e&oacute;lico, al&eacute;m da recupera&ccedil;&atilde;o de sistemas de transmiss&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Em rela&ccedil;&atilde;o ao Plano Energ&eacute;tico, o objetivo &eacute; diversificar a matriz ga&uacute;cha e valorizar os recursos regionais, conhecendo o comportamento da demanda. Para isso, estamos percorrendo o Estado e verificando a situa&ccedil;&atilde;o atual&rdquo;, destacou. Nesse sentido, dentro do quadro verificado at&eacute; agora, uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es do governo estadual, segundo Braga, &eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o de 60% da demanda no eixo composto pela Regi&atilde;o Metropolitana e Caxias do Sul.<\/span><\/p>\n<p><span>O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Carv&atilde;o Mineral (ABCM), Fernando Luiz Zancan, defendeu investimentos em t&eacute;rmicas. Segundo ele, dificilmente se diminuir&aacute; a depend&ecirc;ncia do carv&atilde;o at&eacute; 2050, uma vez que &eacute; uma fonte de energia barata e dispon&iacute;vel em grandes quantidades &ndash; 90% das reservas est&atilde;o no Estado. &ldquo;O susto de escassez que tivemos com o sistema hidrel&eacute;trico fez a aten&ccedil;&atilde;o voltar novamente para o carv&atilde;o&rdquo;, ponderou Zancan, lembrando da necessidade de modernizar o parque ga&uacute;cho at&eacute; 2017, de rediscutir marcos regulat&oacute;rios e intensificar a captura de CO2.<\/span><\/p>\n<p><span>O diretor de engenharia da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Cust&oacute;dio, por outro lado, destacou o crescimento da gera&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica, a matriz com maior expans&atilde;o contratada no Rio Grande do Sul. O potencial, nesse caso, est&aacute; concentrado nas regi&otilde;es da Campanha e zona Sul com, respectivamente, 43 gigawatts (GW) e 38 GW. &ldquo;A Metade Sul tem os grandes recursos energ&eacute;ticos potenciais do Estado: e&oacute;lico e carv&atilde;o&rdquo;, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><strong>Consumo de energia registra queda de 1,5% e gera&ccedil;&atilde;o diminui 1,9%, segundo a CCEE<\/strong><\/p>\n<p><span>A C&acirc;mara de Comercializa&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica (CCEE) apontou redu&ccedil;&atilde;o no consumo (-1,5%) e gera&ccedil;&atilde;o (-1,9%) de energia na primeira metade de junho deste ano ante o mesmo per&iacute;odo de 2014. Os dados preliminares s&atilde;o do boletim InfoMercado da CCEE.<\/span><\/p>\n<p><span>Foram entregues 58.440 MW m&eacute;dios ao Sistema Interligado Nacional (SIN) at&eacute; o dia 16 de junho, segundo o boletim. A produ&ccedil;&atilde;o das usinas e&oacute;licas cresceu 68,3% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado, totalizando 2.173 MW m&eacute;dios, enquanto a gera&ccedil;&atilde;o das usinas hidrel&eacute;tricas diminuiu 5,5%, para 39.241 MW m&eacute;dios, o equivalente a 67,1% de toda a gera&ccedil;&atilde;o de energia no Pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>O consumo sofreu queda de 1,2% no mercado cativo (ACR), em que consumidores s&atilde;o atendidos pelas distribuidoras, registrando 42.340 MW m&eacute;dios, e caiu 2,5% no mercado de contrata&ccedil;&atilde;o livre (ACL), em que os consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, com 14.249 MW m&eacute;dios consumidos. No mercado de contrata&ccedil;&atilde;o livre (ACL), os &uacute;nicos setores que aumentaram o consumo de energia foram os de extra&ccedil;&atilde;o de minerais met&aacute;licos (+5,1%), telecomunica&ccedil;&otilde;es (+4,2%), transportes (+4,2%) e madeira, papel e celulose (+1,7%). Os demais ramos da ind&uacute;stria registraram queda, com maior redu&ccedil;&atilde;o no segmento de bebidas (-16,8%), saneamento (-14,8%) e ve&iacute;culos (-11,6%).<\/span><\/p>\n<p><strong>Mercado consumidor ter&aacute; avan&ccedil;o nulo<\/strong><\/p>\n<p><span>O secret&aacute;rio de Planejamento e Desenvolvimento Energ&eacute;tico do Minist&eacute;rio de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, defendeu que o Brasil est&aacute; ampliando sua oferta de energia el&eacute;trica muito acima do crescimento do mercado e ressaltou que particularmente neste ano o aumento da demanda por energia ser&aacute; quase nulo no Pa&iacute;s, como consequ&ecirc;ncia ao desaquecimento da economia. Ele destacou que em 2015, enquanto o mercado consumidor energ&eacute;tico apresentar&aacute; um crescimento &ldquo;pr&oacute;ximo de zero&rdquo;, a capacidade instalada de gera&ccedil;&atilde;o de energia ter&aacute; aumento de 5%. (Jornal do Com&eacute;rcio)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas (PCHs), os parques e&oacute;licos e as usinas t&eacute;rmicas movidas a carv&atilde;o devem concentrar os investimentos ga&uacute;chos para a produ&ccedil;&atilde;o de energia nos pr&oacute;ximos anos. Esse e outros pontos foram debatidos nesta quinta-feira durante semin&aacute;rio promovido pelo Sindicato dos Engenheiros (Senge-RS), na Pucrs. 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