{"id":18077,"date":"2015-06-24T14:35:00","date_gmt":"2015-06-24T18:35:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3516","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=18077","title":{"rendered":"Em: 24\/06\/2015 &agrave;s 14:35h por"},"content":{"rendered":"<p><span>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) estuda um socorro financeiro a projetos de hidrel&eacute;tricas estruturantes, como Jirau e Santo Ant&ocirc;nio, que t&ecirc;m sofrido preju&iacute;zos devido a um d&eacute;ficit de gera&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica causado pela seca e pelo intenso despacho de termel&eacute;tricas.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Esses projetos estruturantes t&ecirc;m fun&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica, tanto para o setor el&eacute;trico quanto para o desenvolvimento social. &Eacute; poss&iacute;vel que o acionista perca dinheiro e n&atilde;o tenha lucro, mas n&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel que o projeto n&atilde;o se concretize&rdquo;, disse o diretor da Aneel Tiago de Barros, antes de um evento da ag&ecirc;ncia em S&atilde;o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;&Eacute; preciso uma forma de financiar o pagamento, porque n&atilde;o tem como pagar tudo &agrave; vista, para n&atilde;o quebrar o projeto. Se por algum motivo houver um problema de caixa que coloque o projeto em risco como um todo, a Aneel interviria&rdquo;, disse Barros.<\/span><\/p>\n<p><span>A hidrel&eacute;trica de Jirau tem como s&oacute;cia majorit&aacute;ria a Engie (antiga GDF Suez), controladora da Tractebel, al&eacute;m de Chesf e Eletrosul, ambas da Eletrobras, e Mitsui.<\/span><\/p>\n<p><span>J&aacute; a usina Santo Ant&ocirc;nio pertence a um grupo que inclui Cemig, Furnas (da Eletrobras), Odebrecht e Andrade Gutierrez.<\/span><\/p>\n<p><span>Barros, que &eacute; relator do processo sobre o d&eacute;ficit h&iacute;drico no regulador, v&ecirc; as usinas da regi&atilde;o Norte como &ldquo;grandes demais para quebrar&rdquo;, devido aos valores envolvidos e &agrave; relev&acirc;ncia dessas usinas para o cen&aacute;rio de oferta de energia.<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo ele, a import&acirc;ncia dos projetos poderia viabilizar solu&ccedil;&otilde;es como, por exemplo, um financiamento, que incluiria juros a serem pagos pelo investidor.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Seria algo que deveria ser usado s&oacute; para projetos estruturantes, casos diferenciados, em que o fracasso poderia colocar em risco a seguran&ccedil;a do suprimento&rdquo;, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com o diretor, a Aneel ainda est&aacute; desenhando o eventual socorro, o que tamb&eacute;m envolver&aacute; consulta aos investidores, que poder&atilde;o apresentar propostas.<\/span><\/p>\n<p><span>As a&ccedil;&otilde;es da Cemig passaram a subir ap&oacute;s as declara&ccedil;&otilde;es do diretor da Aneel, enquanto Tractebel e Eletrobras tocaram m&aacute;ximas da sess&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>O impacto do d&eacute;ficit h&iacute;drico &eacute; maior sobre os projetos estruturantes por estes ainda n&atilde;o estarem inteiramente operacionais, o que implica em elevados desembolsos para custear as obras e financiamentos e, ao mesmo tempo, menor receita com a venda da energia.<\/span><\/p>\n<p><span>A Eletrobras, s&oacute;cia em Jirau e Santo Ant&ocirc;nio e tamb&eacute;m em Belo Monte, tem sofrido com a necessidade de os acionistas aportarem recursos nas usinas para comprar energia no mercado de curto prazo e cumprir os contratos de concess&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Frente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de desequil&iacute;brio econ&ocirc;mico financeiro em que a Eletrobras est&aacute;, com problemas de caixa e consumindo as indeniza&ccedil;&otilde;es que recebeu, a solu&ccedil;&atilde;o mais vi&aacute;vel de curto prazo &eacute; ela repassar a participa&ccedil;&atilde;o em Sociedades de Prop&oacute;sito Especifico (SPEs), particularmente porque ela n&atilde;o tem acesso a dinheiro novo, seja pela banca privada, seja por BNDES, Caixa e Banco do Brasil&rdquo;, avaliou o professor da UFRJ, Nivalde de Castro em entrevista &agrave; Reuters.<\/span><\/p>\n<p><span>O especialista acredita que a tend&ecirc;ncia seja que a estatal opte por se desfazer justamente da fatia em projetos que est&atilde;o exigindo muitos aportes, como &eacute; o caso dos estruturantes.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Essas SPEs novas s&atilde;o impactadas quase que na veia pelo GSF (nome t&eacute;cnico para o d&eacute;ficit h&iacute;drico) e t&ecirc;m um n&iacute;vel de endividamento alto. Os acionistas t&ecirc;m que fazer aportes&hellip; &Eacute; mais uma raz&atilde;o para ela passar para a frente a participa&ccedil;&atilde;o nessas SPEs, ate porque (a fatia) vale muito pouco&rdquo;, afirmou Castro. (Exame)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) estuda um socorro financeiro a projetos de hidrel&eacute;tricas estruturantes, como Jirau e Santo Ant&ocirc;nio, que t&ecirc;m sofrido preju&iacute;zos devido a um d&eacute;ficit de gera&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica causado pela seca e pelo intenso despacho de termel&eacute;tricas. &ldquo;Esses projetos estruturantes t&ecirc;m fun&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica, tanto para o setor el&eacute;trico quanto para o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18077"}],"collection":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18077"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18077\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}