{"id":18073,"date":"2015-06-22T15:04:00","date_gmt":"2015-06-22T19:04:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3511","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=18073","title":{"rendered":"Em: 22\/06\/2015 &agrave;s 15:04h por"},"content":{"rendered":"<p><span>A duas semanas do vencimento das suas concess&otilde;es, as distribuidoras de energia est&atilde;o com dificuldades para renovar empr&eacute;stimos bilion&aacute;rios com institui&ccedil;&otilde;es financeiras devido a impasses com o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) e com o pr&oacute;prio governo.<\/span><\/p>\n<p><span>O decreto presidencial que estabelece as condi&ccedil;&otilde;es para a prorroga&ccedil;&atilde;o dos contratos foi publicado no dia 3 de junho, mas uma medida cautelar do TCU suspendeu o processo e impediu a assinatura de termos aditivos.<\/span><\/p>\n<p><span>A d&uacute;vida em torno do repasse dos investimentos para as tarifas de energia tamb&eacute;m afeta as empresas, que alegam que o modelo pode inviabilizar os neg&oacute;cios no setor.<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Distribuidores de Energia El&eacute;trica (Abradee), Nelson Leite, a situa&ccedil;&atilde;o atrapalha as companhias, que est&atilde;o enfrentando problemas na negocia&ccedil;&atilde;o de novos financiamentos.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;A medida cautelar do TCU traz uma inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica muito grande, que se traduz em aumento de risco, taxas de juros banc&aacute;rios mais altas e pr&ecirc;mios mais elevados para o investidor. Toda a sociedade acaba pagando mais por isso&#8221;, afirmou Leite. &#8220;Temos bilh&otilde;es em empr&eacute;stimos para serem renovados. As empresas est&atilde;o com dificuldades para obter capital de giro e n&atilde;o conseguem negociar com os bancos enquanto n&atilde;o houver uma defini&ccedil;&atilde;o sobre as concess&otilde;es&#8221;, acrescentou Leite.<\/span><\/p>\n<p><strong>Contratos<\/strong><\/p>\n<p><span>Em 7 de julho vencem os contratos de 39 empresas que atendem diretamente o consumidor. Na lista est&atilde;o contratos dos grupos Eletrobr&aacute;s, Energisa e CPFL, al&eacute;m de estatais estaduais como Celg-D, CEEE-D, CEB, Celesc e Copel.<\/span><\/p>\n<p><span>O TCU quer que o Minist&eacute;rio de Minas e Energia explique por que optou por renovar os contratos para os atuais concession&aacute;rios, em vez de licit&aacute;-los.<\/span><\/p>\n<p><span>Para os bancos, os contratos de concess&atilde;o servem como garantia para os financiamentos, pois asseguram um fluxo de receitas para as companhias por 30 anos. Sem essa garantia, as institui&ccedil;&otilde;es financeiras querem juros mais altos e prazos menores para conceder empr&eacute;stimos. &#8220;As distribuidoras n&atilde;o v&atilde;o conseguir negociar enquanto n&atilde;o houver uma defini&ccedil;&atilde;o sobre o assunto&#8221;, disse o executivo.<\/span><\/p>\n<p><strong>Tarifa<\/strong><\/p>\n<p><span>A pol&ecirc;mica em rela&ccedil;&atilde;o ao repasse para a tarifa dos investimentos exigidos para a renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es tamb&eacute;m preocupa as distribuidoras.<\/span><\/p>\n<p><span>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) afirma que os valores investidos em expans&atilde;o e melhoria de redes e instala&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o repassados &agrave; conta de luz durante as revis&otilde;es tarif&aacute;rias, feitas a cada cinco anos.<\/span><\/p>\n<p><span>J&aacute; o Minist&eacute;rio de Minas e Energia sustenta que esses investimentos devem ser assumidos pelas empresas como contrapartida &agrave; renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es por mais 30 anos. &#8220;O reconhecimento dos investimentos &eacute; importante para dar previsibilidade ao setor. Ningu&eacute;m investe sem ter retorno&#8221;, afirmou o presidente da Abradee.<\/span><\/p>\n<p><span>Para o executivo, se houver alguma mudan&ccedil;a no modelo de neg&oacute;cios do setor el&eacute;trico, como o n&atilde;o reconhecimento dos investimentos, as distribuidoras precisam saber com anteced&ecirc;ncia. &#8220;As empresas t&ecirc;m de saber qual ser&aacute; o modelo e fazer as contas. Pode ser que algumas n&atilde;o queiram renovar as concess&otilde;es nesse cen&aacute;rio. Talvez algumas prefiram receber indeniza&ccedil;&otilde;es pelos investimentos ainda n&atilde;o amortizados e investir em outra &aacute;rea ou mesmo outro neg&oacute;cio&#8221;, avaliou o empres&aacute;rio.<\/span><\/p>\n<p><span>Na avalia&ccedil;&atilde;o de Leite, esse impasse desvaloriza o setor de distribui&ccedil;&atilde;o, justamente em um momento em que o governo quer refor&ccedil;ar a arrecada&ccedil;&atilde;o com a venda da Celg-D e de distribuidoras da Eletrobr&aacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;Tudo que est&aacute; sendo discutido desvaloriza as empresas. O n&atilde;o reconhecimento dos investimentos torna o neg&oacute;cio mais arriscado&#8221;, disse. As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A duas semanas do vencimento das suas concess&otilde;es, as distribuidoras de energia est&atilde;o com dificuldades para renovar empr&eacute;stimos bilion&aacute;rios com institui&ccedil;&otilde;es financeiras devido a impasses com o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) e com o pr&oacute;prio governo. 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