{"id":18069,"date":"2015-06-22T15:03:00","date_gmt":"2015-06-22T19:03:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3507","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=18069","title":{"rendered":"Em: 22\/06\/2015 &agrave;s 15:03h por"},"content":{"rendered":"<p><span>Os &uacute;ltimos dias, o Minist&eacute;rio de Minas e Energia anunciou a pot&ecirc;ncia instalada de biomassa para o m&ecirc;s de em abril, 12.417 MW, e perdendo para as h&iacute;dricas e t&eacute;rmicas movidas a g&aacute;s natural.<\/span><\/p>\n<p><span>J&aacute; a biomassa sucroenerg&eacute;tica, a partir do baga&ccedil;o de cana de a&ccedil;&uacute;car, bateu recorde de 10 mil MW de capacidade instalada e no geral com outros insumos, como cavaco de madeira, a participa&ccedil;&atilde;o no mesmo m&ecirc;s foi de 9,1%.<\/span><\/p>\n<p><span>Atualmente, a biomassa &eacute; considerada a terceira fonte mais importante da matriz energ&eacute;tica, mas que poderia ser a segunda e concorrendo diretamente com as term&eacute;letricas movidas a carv&atilde;o e g&aacute;s caso o setor sucroenerg&eacute;tico tivesse mantido o ritmo de 2008 a 2010, quando ocorreu o &ldquo;boon&rdquo; do etanol.<\/span><\/p>\n<p><span>De 2010 at&eacute; 2013, a biomassa do baga&ccedil;o da cana passou a perder espa&ccedil;o para as e&oacute;licas e, mesmo com os leil&otilde;es, os investimentos recuaram. &ldquo;Tudo o que se viu de biomassa at&eacute; 2013 foi resultado de investimentos passados, j&aacute; que falta ainda uma pol&iacute;tica eficaz para a bioeletricidade. Caso isso ocorresse de imediato, haveria uma retomada da confian&ccedil;a do setor para essa fonte&rdquo;, disse o gerente de bioeletricidade da Uni&atilde;o da Ind&uacute;stria de Cana de A&ccedil;&uacute;car &nbsp;(UNICA), Zilmar de Souza, ao Setor Energ&eacute;tico.<\/span><\/p>\n<p><span>Com a recupera&ccedil;&atilde;o de canaviais e novos projetos, o potencial para a biomassa &eacute; de 19.400 MW, somente com canaviais existentes, volume que poderia ser sete vezes maior com melhores incentivos.<\/span><\/p>\n<p><span>No come&ccedil;o de 2014, a gera&ccedil;&atilde;o de biomassa contribuiu com 543 GWh, ou seja, 1,1%. Nos meses seguintes foram 4% e no auge da safra de cana, em agosto, foram quase 7%, representando 2.765 GWh do total produzido no Pa&iacute;s. Caso todo potencial tivesse sido explorado, a gera&ccedil;&atilde;o de baga&ccedil;o de cana pouparia 13% dos reservat&oacute;rios do Pa&iacute;s, isso sem contar a utiliza&ccedil;&atilde;o na autoprodu&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>Para Souza, se o planejamento em projetos de biomassa de cana fosse mantido no mesmo ritmo de at&eacute; 2013, as termel&eacute;tricas a carv&atilde;o e g&aacute;s poderiam ter sido poupadas no auge da crise h&iacute;drica. &ldquo;Junto com as demais renov&aacute;veis, a biomassa teria capacidade de dar suporte ao sistema e com um custo de gera&ccedil;&atilde;o bem inferior. Quem ganharia era o consumidor, que est&aacute; sendo obrigado a pagar as tarifas mais elevadas de energia&rdquo;, considera.<\/span><\/p>\n<p><span>Em 2008, segundo Zilmar, a UNICA vendeu mais de 30 projetos novos e em plena crise econ&ocirc;mica global. A partir da&iacute;, o governo passou a olhar menos para a biomassa e muito mais para a e&oacute;lica, o que acabou tirando o apetite dos investidores.<\/span><\/p>\n<p><span>Como base de compara&ccedil;&atilde;o, em 2012 n&atilde;o foram vendidos nenhum dos 40 novos projetos e acendeu a &ldquo;luz vermelha&rdquo; do governo para n&atilde;o deixar essa matriz importante fora dos leil&otilde;es. &ldquo;Para resgatar o interesse do investidor e tirar da mem&oacute;ria o preju&iacute;zo ser&aacute; um processo muito longo. Da&iacute; da import&acirc;ncia de se ter uma pol&iacute;tica eficaz e que desperte novamente o interesse para a biomassa de cana&rdquo;, relembra Zilmar.<\/span><\/p>\n<p><span>Considerando toda a import&acirc;ncia dessa fonte de energia el&eacute;trica, a quest&atilde;o ambiental tamb&eacute;m se aplica. Ao gerar 1 MW em termel&eacute;trica movida a carv&atilde;o, a quantidade de CO&sup2; jogada na atmosfera &eacute; de uma tonelada.<\/span><\/p>\n<p><span>Para o gerente de bioeletricidade da UNICA, duas medidas poderiam ser adotadas para a retomada imediata da biomassa.<\/span><\/p>\n<p><span>No curto prazo, depois de 2014, a gera&ccedil;&atilde;o de energia de forma sazonal na entressafra com os pre&ccedil;os interessantes do PLD. Na emerg&ecirc;ncia, o cavaco de madeira poderia ser uma alternativa utilizada como insumo. Esse avan&ccedil;o teria impacto para baixo nas tarifas de energia.<\/span><\/p>\n<p><span>J&aacute; para longo prazo, o ideal seria a aplica&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica para a bioeletricidade e o etanol, com ainda mais aprimoramento nos leil&otilde;es, o que elevaria a concorr&ecirc;ncia com as termel&eacute;tricas movidas a carv&atilde;o e g&aacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;O resultado da biomassa seria a redu&ccedil;&atilde;o significativa das tarifas de energia el&eacute;trica para os consumidores. Estamos pagando altos valores pelo socorro prestado pelas termel&eacute;tricas a carv&atilde;o e g&aacute;s, o que poderia ter sido poupado se os investimentos em biomassa e demais renov&aacute;veis, excluindo a e&oacute;lica, n&atilde;o fossem interrompidos no passado&rdquo;, finaliza.<\/span><\/p>\n<p><span>O MME aponta para a entrada em opera&ccedil;&atilde;o, at&eacute; 2018, de 1.750 MW de energia gerada atrav&eacute;s de usinas t&eacute;rmicas, volume j&aacute; contratado, e outros 2.400 MW at&eacute; 2023.<\/span><\/p>\n<p><span>Nos &uacute;ltimos dez anos, a capacidade instalada de usinas t&eacute;rmicas a biomassa teve um incremento de 8.362 MW.<\/span><\/p>\n<p><strong>T&eacute;rmicas em opera&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p><span>No Pa&iacute;s, atualmente, s&atilde;o quase 2 mil usinas termel&eacute;tricas, respons&aacute;veis pela gera&ccedil;&atilde;o de quase um quarto da capacidade total.<\/span><\/p>\n<p><span>S&atilde;o Paulo tem a Usina Piratininga, pot&ecirc;ncia de 190 MW -, A&ccedil;ucareira da Serra (localizada entre as cidades de S&atilde;o Carlos e Ibat&eacute;) e Euz&eacute;bio Rocha &ndash; em Cubat&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>Santa Catarina, em Capivari de Baixo, fica localizado o maior complexo termel&eacute;trico movido a carv&atilde;o da Am&eacute;rica Latina: o Complexo Termel&eacute;trico Jorge Lacerda, formado por tr&ecirc;s usinas t&eacute;rmicas movidas a carv&atilde;o, com capacidade instalada total de 857 MW.<\/span><\/p>\n<p><span>Minas Gerais traz a usina Termel&eacute;trica de Juiz de Fora, em Minas Gerais, a primeira global operando com etanol. A pot&ecirc;ncia instalada &eacute; de 87 MW, o parque gerador foi respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 4.761 MWdia. Ainda em Minas Gerais est&aacute; em opera&ccedil;&atilde;o a Ibitermo, instalada no munic&iacute;pio de Ibirit&eacute; desde 2002.<\/span><\/p>\n<p><span>A Usina Termel&eacute;trica Campina Grande est&aacute; na Para&iacute;ba como reserva energ&eacute;tica, entrando em opera&ccedil;&atilde;o apenas quando ocorre falha no sistema el&eacute;trico da Companhia Hidrel&eacute;trica do S&atilde;o Francisco (Chesf). Possui dez geradores em ciclo t&eacute;rmico simples.<\/span><\/p>\n<p><span>Ainda no Nordeste est&aacute; a Vale do A&ccedil;u Jesus Soares Pereira, mais conhecida como Termoa&ccedil;u. Localizada em Alto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte, &nbsp;produz energia el&eacute;trica e vapor d&rsquo;&aacute;gua &ndash; utilizado na extra&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo da regi&atilde;o, cujo combust&iacute;vel &eacute; o g&aacute;s natural.<\/span><\/p>\n<p><strong>Termonuclear<\/strong><\/p>\n<p><span>No Central Nuclear Almirante &Aacute;lvaro Alberto, em Angra Reis, est&atilde;o as usinas termonucleares, Angra I, 640 MW, Angra II, 1.381 MW, e Angra III, 1.405 MW, que segue em obras e com previs&atilde;o de entrada em opera&ccedil;&atilde;o em 2018.<\/span><\/p>\n<p><strong>Petrobras<br \/><\/strong><br \/><span>Atualmente, a energia gerada nas termel&eacute;tricas do parque da Petrobras para o Sistema Interligado Nacional (SIN) complementa a gera&ccedil;&atilde;o hidrel&eacute;trica. S&atilde;o 21 usinas termel&eacute;tricas com gest&atilde;o da Petrobras, das quais 18 geram energia a partir do g&aacute;s natural. Destas, sete s&atilde;o bicombust&iacute;veis, podendo gerar tamb&eacute;m com &oacute;leo diesel ou &oacute;leo combust&iacute;vel e, no caso da UTE Juiz de Fora (MG), com etanol. Tr&ecirc;s usinas geram somente a partir do &oacute;leo combust&iacute;vel. Atualmente, 10 usinas operam em ciclo combinado, utilizando, al&eacute;m do g&aacute;s natural, vapor para gerar energia, e cinco operam em sistema de cogera&ccedil;&atilde;o, gerando vapor para processos industriais.<\/span><\/p>\n<p><span>A Petrobras tem tamb&eacute;m participa&ccedil;&atilde;o em cinco usinas termel&eacute;tricas que est&atilde;o sob gest&atilde;o de terceiros. Destas, uma gera energia el&eacute;trica a partir do g&aacute;s natural, uma &eacute; bicombust&iacute;vel, podendo gerar com g&aacute;s natural ou &oacute;leo combust&iacute;vel, e tr&ecirc;s geram a partir do &oacute;leo combust&iacute;vel. A capacidade total do Parque Termel&eacute;trico Petrobras, incluindo a energia ponderada pela participa&ccedil;&atilde;o em usinas sob gest&atilde;o de terceiros, &eacute; de 6.944 MW.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os &uacute;ltimos dias, o Minist&eacute;rio de Minas e Energia anunciou a pot&ecirc;ncia instalada de biomassa para o m&ecirc;s de em abril, 12.417 MW, e perdendo para as h&iacute;dricas e t&eacute;rmicas movidas a g&aacute;s natural. 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