{"id":18023,"date":"2015-06-17T16:04:00","date_gmt":"2015-06-17T20:04:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3482","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=18023","title":{"rendered":"Em: 17\/06\/2015 &agrave;s 16:04h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>O Plano Nacional de Energia que o governo pretende anunciar no dia 4 de agosto vai embutir uma forte mudan&ccedil;a de postura do governo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; expans&atilde;o do setor el&eacute;trico. A t&ocirc;nica que sempre norteou os leil&otilde;es &#8211; comprar a energia mais barata poss&iacute;vel &#8211; dar&aacute; lugar para aos projetos que oferecem mais seguran&ccedil;a para abastecimento energ&eacute;tico do pa&iacute;s.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Em termos pr&aacute;ticos, apurou o jornal O Estado de S. Paulo, com uma fonte que atua diretamente no planejamento, o governo vai concentrar esfor&ccedil;os para contratar, no curto e m&eacute;dio prazos, usinas t&eacute;rmicas alimentadas a g&aacute;s, em vez de outras fontes tradicionalmente mais baratas &#8211; como e&oacute;licas e at&eacute; mesmo hidrel&eacute;tricas. Isso n&atilde;o significa que as usinas movidas a vento e &aacute;gua deixar&atilde;o de serem leiloadas. Trata-se, na realidade, de fortalecer a presen&ccedil;a dos projetos t&eacute;rmicos em detrimento dos demais.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Bocas de po&ccedil;o&#8221;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para tentar reduzir o pre&ccedil;o dessas usinas, a ideia &eacute; fazer leil&otilde;es espec&iacute;ficos para essa fonte, para evitar concorr&ecirc;ncia com outras t&eacute;rmicas. Ser&atilde;o ainda priorizados empreendimentos pr&oacute;ximos aos gasodutos e de &#8220;bocas de po&ccedil;o&#8221; do g&aacute;s, para reduzir os custos. A prioridade s&atilde;o empreendimentos previstos nos principais centros de consumo, localizados nas regi&otilde;es Sudeste e Sul.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O governo quer agregar t&eacute;rmicas maiores e mais modernas para substituir as t&eacute;rmicas mais antigas e caras, movidas a diesel e &oacute;leo combust&iacute;vel. A redu&ccedil;&atilde;o do custo de gera&ccedil;&atilde;o de energia seria, portanto, uma consequ&ecirc;ncia da mudan&ccedil;a na pol&iacute;tica de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica, e n&atilde;o mais o objetivo principal. O parque de usinas termoel&eacute;tricas acionadas atualmente soma pouco mais de 16 mil megawatts (MW), dos quais apenas 10% t&ecirc;m um custo de gera&ccedil;&atilde;o acima de R$ 600,00 por megawatt\/hora (Mwh).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O governo avalia que, se viabilizar a constru&ccedil;&atilde;o de t&eacute;rmicas a g&aacute;s que somem 2 mil MW, conseguir&aacute; reduzir o custo m&eacute;dio de gera&ccedil;&atilde;o de energia no curto e m&eacute;dio prazo. A ideia &eacute; sinalizar ao mercado que os reajustes das tarifas de energia em 2016 n&atilde;o ser&atilde;o como os deste ano, que, em alguns casos, atingem 50%, e a tend&ecirc;ncia, no ano que vem, ser&aacute; de manuten&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>De quebra, o governo conseguiria diminuir tamb&eacute;m o pre&ccedil;o da energia no mercado de curto prazo (PLD), que penalizou as distribuidoras nos &uacute;ltimos dois anos, com a depend&ecirc;ncia de aportes do Tesouro Nacional e empr&eacute;stimos banc&aacute;rios bilion&aacute;rios.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>(Em)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Plano Nacional de Energia que o governo pretende anunciar no dia 4 de agosto vai embutir uma forte mudan&ccedil;a de postura do governo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; expans&atilde;o do setor el&eacute;trico. 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