{"id":18014,"date":"2015-06-16T15:50:00","date_gmt":"2015-06-16T19:50:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3472","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=18014","title":{"rendered":"Em: 16\/06\/2015 &agrave;s 15:50h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>O n&atilde;o-aumento da tarifa de energia foi uma das bandeiras de campanha de Dilma Rousseff durante a disputa pela reelei&ccedil;&atilde;o no ano passado. Desde janeiro deste ano, entretanto, o consumidor recebe a conta de luz mais cara, gra&ccedil;as ao alto custo da produ&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica no Pa&iacute;s. Para o secret&aacute;rio-executivo do Minist&eacute;rio de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; passageira.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Durante o evento Di&aacute;logos Capitais &#8211; Infraestrutura: O Motor do Crescimento, promovido por CartaCapital nesta segunda-feira 15 em S&atilde;o Paulo, Barata prometeu produ&ccedil;&atilde;o de energia por meio de novas matrizes, que devem baratear o custo, tamb&eacute;m para o consumidor.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Barata negou que a decis&atilde;o de reduzir a tarifa fosse um erro estrat&eacute;gico. Segundo ele, havia um &#8220;desejo real&#8221; do governo pela diminui&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os, mas as condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas n&atilde;o favoreceram, por terem ido &#8220;na contram&atilde;o dos movimentos de redu&ccedil;&atilde;o da tarifa&#8221;. &#8220;At&eacute; a &uacute;ltima d&eacute;cada, acreditava-se que a matriz energ&eacute;tica do Pa&iacute;s era apenas de origem hidrel&eacute;trica. Por&eacute;m, com as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas vividas principalmente a partir de 2013, passou-se a produzir energia prioritariamente de maneira t&eacute;rmica de alto custo, por meio de petr&oacute;leo e &oacute;leo diesel&rdquo;, destacou. Segundo o secret&aacute;rio, como a necessidade deste tipo de energia deve continuar por algum tempo, o governo far&aacute; leil&otilde;es para contratar energia t&eacute;rmica mais barata, como g&aacute;s e carv&atilde;o.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Al&eacute;m de buscar op&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas mais em conta, o governo deve procurar alternativas em termos de matriz energ&eacute;tica. &ldquo;Nos &uacute;ltimos anos, o clima n&atilde;o tem ajudado e &eacute; preciso desenvolver outras formas de suprir o setor nos pr&oacute;ximos anos&rdquo;, disse. Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe-UFRJ, concorda. Para ele, o foco do governo deve ser no aumento de investimentos e na busca por fontes alternativas de energia. &ldquo;Temos os modelos e&oacute;lico e solar como possibilidades, o baga&ccedil;o da cana, al&eacute;m do lixo urbano, comumente direcionados aos aterros&#8221;, diz. &#8220;Se hoje ele &eacute; um problema, o seu uso para fonte de energia &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o, como ocorre em pa&iacute;ses como Jap&atilde;o e Estados Unidos.&rdquo;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Os pain&eacute;is de capta&ccedil;&atilde;o solar tamb&eacute;m foram citados e os dois afirmaram que &eacute; preciso investir mais na produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica dessa modalidade, apesar das despesas elevadas em infraestrutura. Segundo Barata, j&aacute; h&aacute; a redu&ccedil;&atilde;o de ICMS da energia solar em estados brasileiros como medida de est&iacute;mulo n&atilde;o s&oacute; em capta&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica, mas tamb&eacute;m de distribui&ccedil;&atilde;o do excedente pelo pr&oacute;prio consumidor. Al&eacute;m disso, afirmou o secret&aacute;rio, h&aacute; proposta em estudo no Minist&eacute;rio da Fazenda para redu&ccedil;&atilde;o de PIS\/Cofins para a energia solar. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; estimular investimentos no segundo semestre, com dois leil&otilde;es voltados &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel, al&eacute;m do projeto-piloto da matriz solar em reservat&oacute;rios de usinas hidrel&eacute;tricas em Balbina (AM) e Sobradinho (BA).&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>De acordo com Pinguelli, o Brasil possui ampla vantagem nessa modalidade, ao contr&aacute;rio da energia e&oacute;lica. &ldquo;Al&eacute;m da intermit&ecirc;ncia no fornecimento por meio dos ventos, os atuais modelos de h&eacute;lices no mercado n&atilde;o s&atilde;o compat&iacute;veis ao clima do pa&iacute;s. Precisamos tropicaliz&aacute;-los para que sejam uma alternativa.&rdquo;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; energia nuclear, Barata refor&ccedil;ou que &eacute; uma possibilidade a ser discutida e, futuramente, mais quatro usinas devem ser constru&iacute;das. J&aacute; o diretor da Coppe discordou em rela&ccedil;&atilde;o ao alto custo de implementa&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m dos poss&iacute;veis danos ambientais. &ldquo;Embora com desempenho promissor em Angra III (RJ), o que &eacute; produzido em decorr&ecirc;ncia dos reatores &eacute; um problema n&atilde;o s&oacute; para o Brasil, mas no mundo&rdquo;, destacou.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>(Carta Capital)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n&atilde;o-aumento da tarifa de energia foi uma das bandeiras de campanha de Dilma Rousseff durante a disputa pela reelei&ccedil;&atilde;o no ano passado. Desde janeiro deste ano, entretanto, o consumidor recebe a conta de luz mais cara, gra&ccedil;as ao alto custo da produ&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica no Pa&iacute;s. 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