{"id":17619,"date":"2015-06-05T17:52:00","date_gmt":"2015-06-05T21:52:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3392","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17619","title":{"rendered":"Em: 05\/06\/2015 &agrave;s 17:52h por"},"content":{"rendered":"<p><span>A conta de energia el&eacute;trica dos brasileiros j&aacute; subiu e deve ficar ainda mais cara. Mas n&atilde;o foi s&oacute; a conta de luz de muitas fam&iacute;lias brasileiras que subiu. Em 1&ordm; de mar&ccedil;o, os valores das bandeiras tarif&aacute;rias &ndash; que indicam os custos para a gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica e geram acr&eacute;scimos &agrave; tarifa de energia &ndash; aumentaram. No dia seguinte, subiram tamb&eacute;m as tarifas de 58 das 63 distribuidoras de energia do pa&iacute;s, gra&ccedil;as &agrave; revis&atilde;o extraordin&aacute;ria aprovada pela Aneel (Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica). Os impactos desses dois aumentos foram fortes. Em S&atilde;o Paulo, por exemplo, os consumidores atendidos pela Eletropaulo pagaram em mar&ccedil;o 54,4% mais caro do que em dezembro de 2014.<\/span><\/p>\n<p><span>A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; grave porque a energia el&eacute;trica &eacute; um servi&ccedil;o essencial, n&atilde;o d&aacute; para ficar sem. Ao mesmo tempo, o consumidor n&atilde;o pode escolher de qual empresa comprar a energia, j&aacute; que o servi&ccedil;o &eacute; fornecido em regime de monop&oacute;lio natural para os clientes residenciais. Sem falar que o fornecimento n&atilde;o &eacute; nenhuma maravilha. Quem n&atilde;o se lembra dos apag&otilde;es e &ldquo;apaguinhos&rdquo; ocorridos no in&iacute;cio deste ano que deixaram milhares de pessoas no escuro por dias? A cada ver&atilde;o a hist&oacute;ria se repete, e a desculpa das concession&aacute;rias &eacute; sempre a mesma, a de que as chuvas (ou ventanias) foram mais intensas que o previsto etc. Como se n&atilde;o houvesse ver&atilde;o todos os anos&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span>Levando tudo isso em considera&ccedil;&atilde;o, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) avalia que esses sucessivos aumentos s&atilde;o abusivos. H&aacute; dois anos, a Aneel vem autorizando reajustes elevados, o que beira a ilegalidade, j&aacute; que o C&oacute;digo de Defesa do Consumidor protege os cidad&atilde;os de taxas abusivas. Mas, afinal, por que a energia el&eacute;trica est&aacute; subindo tanto? Em resumo, o sistema hidrel&eacute;trico (que utiliza &aacute;gua dos rios), respons&aacute;vel por 70% da energia gerada no pa&iacute;s, entrou em colapso. Toda vez que as usinas hidrel&eacute;tricas amea&ccedil;am n&atilde;o dar conta do recado, s&atilde;o acionadas as termel&eacute;tricas que, para gerar energia, usam carv&atilde;o, g&aacute;s natural, combust&iacute;veis f&oacute;sseis etc. e custam bem mais caro. A geradora de energia, ent&atilde;o, cobra a mais das distribuidoras (empresas que levam a energia dos centros distribuidores at&eacute; a casa dos cidad&atilde;os, ind&uacute;strias e com&eacute;rcios) que, por sua vez, repassam os gastos ao consumidor.<\/span><\/p>\n<p><span>Desde o in&iacute;cio de mar&ccedil;o, as tarifas de luz ficaram em m&eacute;dia 28,7% mais caras nas regi&otilde;es Sul, Sudeste e Centro-Oeste; no Norte e Nordeste, subiram 5,5%. Os habitantes de 118 cidades do Rio Grande do Sul foram os mais prejudicados: o reajuste da concession&aacute;ria AES Sul foi de 39,5%. Entre as maiores distribuidoras, os reajustes mais altos foram o da Copel (36,4%), que atende o Paran&aacute;, e da Eletropaulo (31,9%).&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Esses aumentos de tarifa foram fruto de revis&atilde;o extraordin&aacute;ria, que pode ser autorizada sempre que houver risco de desequil&iacute;brio nas contas das distribuidoras. Dessa forma, nada garante que n&atilde;o haver&aacute; outras ainda este ano.<\/span><\/p>\n<p><span>Al&eacute;m da revis&atilde;o extraordin&aacute;ria, os contratos de concess&atilde;o firmados entre as distribuidoras e a Uni&atilde;o preveem mais dois tipos de aumento: a revis&atilde;o ordin&aacute;ria peri&oacute;dica, que acontece em m&eacute;dia a cada quatro anos (a &uacute;ltima foi em 2011); e o reajuste anual, que ocorre na data de anivers&aacute;rio de cada contrato (veja a data de cada concession&aacute;ria em&nbsp;<\/span><a href=\"http:\/\/goo.gl\/UPDIJ5\" target=\"_blank\">http:\/\/goo.gl\/UPDIJ5<\/a><span>). At&eacute; 1&ordm; de maio, 18 distribuidoras j&aacute; haviam aplicado o aumento de 2015.<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo a Aneel, as regras para revis&atilde;o tarif&aacute;ria (a que ocorre a cada quatro anos) s&atilde;o discutidas em consulta p&uacute;blica, das quais o consumidor pode participar. J&aacute; para os reajustes anuais, &eacute; aplicada uma f&oacute;rmula espec&iacute;fica.&nbsp;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A conta de energia el&eacute;trica dos brasileiros j&aacute; subiu e deve ficar ainda mais cara. Mas n&atilde;o foi s&oacute; a conta de luz de muitas fam&iacute;lias brasileiras que subiu. 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