{"id":17453,"date":"2015-05-28T16:46:00","date_gmt":"2015-05-28T20:46:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3347","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17453","title":{"rendered":"Em: 28\/05\/2015 &agrave;s 16:46h por"},"content":{"rendered":"<div style=\"width:170px; float:left; margin-right:2px; margin-bottom:2px;\">\n<div style=\"float:left; clear:left;\"><a class=\"foto_ampliar\" href=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/G122.jpg\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/P122.jpg\" alt=\"Clique para ampliar\" title=\"Clique para ampliar\" style=\"float:left;\" \/><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><\/p>\n<div>A busca do equil&iacute;brio e da expans&atilde;o da capacidade de gera&ccedil;&atilde;o no Brasil est&aacute; diretamente atrelada &agrave; necessidade de recursos para financiar os projetos. Essa vis&atilde;o vem na esteira da necessidade de o pais encontrar fonte de recursos ao passo que o BNDES tem sua capacidade de financiar o setor reduzida. O grande desafio &eacute; atender a perspectiva de aumento da capacidade instalada no Brasil nos pr&oacute;ximos 10 anos que dever&aacute; exigir algo em torno de R$ 220 bilh&otilde;es.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>De acordo com o diretor da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Investidores em Autoprodu&ccedil;&atilde;o de Energia, Marcelo Moraes, os agentes do setor ter&atilde;o que ser criativos para buscar capital, uma vez que h&aacute; a necessidade de se conseguir R$ 22 bilh&otilde;es ao ano por uma d&eacute;cada para a expans&atilde;o do sistema. E, segundo o executivo, as empresas do setor privado e que s&atilde;o associadas &agrave; entidade querem participar desse processo. Entre as vantagens dessas companhias est&atilde;o a acessibilidade a outros mecanismos de financiamento como o mercado de capitais em geral, a busca por pre&ccedil;os e prazos menores para a implanta&ccedil;&atilde;o dos empreendimentos, e ainda, o know how do setor, pois j&aacute; possuem mais de 10 GW em opera&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Contudo, para que isso aconte&ccedil;a, s&atilde;o necess&aacute;rios aprimoramentos nas regras de licenciamento e do GSF para que os investidores privados possam ter seguran&ccedil;a para o investimento. &ldquo;Um caso cl&aacute;ssico &eacute; a da UHE Itaocara, que teve o licenciamento liberado ap&oacute;s 10 anos de sua concess&atilde;o, foi devolvida e relicitada, tendo como vencedora a mesma empresa da licita&ccedil;&atilde;o original, a Light&rdquo;, lembrou ele. &ldquo;Para n&oacute;s, o di&aacute;logo &eacute; que vai levar a estabilidade de regras, assim como regras mais claras para a financiabilidade do setor&rdquo;, acrescentou.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para o presidente da Abrage, Flavio Neiva, o setor ainda precisa passar pelo modelo de forma&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os, que em sua opini&atilde;o deve ser reexaminado e superar as suas limita&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, h&aacute; tamb&eacute;m a necessidade de que se tenha usinas com reservat&oacute;rios e com a j&aacute; defendida motoriza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os existentes nas UHEs j&aacute; em opera&ccedil;&atilde;o que, segundo a entidade, poderiam acrescentar 5 GW em capacidade instalada.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Essa vis&atilde;o dos investidores do setor de gera&ccedil;&atilde;o, lembrou Altino Ventura Filho, secret&aacute;rio de Planejamento e Desenvolvimento Energ&eacute;tico do MME, dever&aacute; ser o caminho para essa expans&atilde;o do setor. &ldquo;O setor privado ter&aacute; que se acostumar a comparecer com mais equity nos empreendimentos&rdquo;, afirmou ele durante a 12&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do Enase, que &eacute; realizada nesta quinta-feira, 28 de maio, no Rio de Janeiro. E exemplificou essa import&acirc;ncia ao destacar que o segmento de autoprodu&ccedil;&atilde;o responde por 15% da expans&atilde;o do setor.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mas, h&aacute; ainda outras fontes que na avalia&ccedil;&atilde;o do presidente da Thymos Energia, Jo&atilde;o Carlos Mello, podem ser aproveitadas. Ele lembrou que a gera&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima aos centros de carga &eacute; importante, ao passo que h&aacute; cada vez mais dificuldade em viabilizar novos projetos de maior porte. Esse mercado que &eacute; limitado a 10% da demanda das distribuidoras &eacute; de 4 GW m&eacute;dios. E por estar pr&oacute;ximo ao consumidor n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel que seu pre&ccedil;o, limitado pelo VR, seja o mesmo que a energia de uma UHE como Belo Monte que est&aacute; a mais de 2 mil km de dist&acirc;ncia de grandes centros de consumo, como S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ao largo dessas mudan&ccedil;as da matriz el&eacute;trica nacional os agentes defenderam tamb&eacute;m a revisita&ccedil;&atilde;o do modelo do Mecanismo de Realoca&ccedil;&atilde;o de Energia que, segundo as regras atuais, n&atilde;o reflete somente o risco hidrol&oacute;gico, como era no passado. Segundo o executivo da Thymos, deve-se ter uma regra para que os agentes possam entender que apenas o risco hidrol&oacute;gico &eacute; assumido pelo MRE e n&atilde;o os outros como as ordens de despacho centralizadas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Apesar das cr&iacute;ticas, o secret&aacute;rio do MME contemporizou e disse que apesar dos problemas, o modelo &eacute; relativamente novo e teve seus m&eacute;ritos, mesmo sendo aplicado em um momento dif&iacute;cil do setor, com o p&oacute;s racionamento de 2001. Para ele, a resposta dos investidores foi positiva. E ainda, que &eacute; necess&aacute;rio olhar que o atual momento &eacute; resultado de uma conjuntura clim&aacute;tica extrema e que &eacute; um ponto fora da curva em toda a hist&oacute;ria do pa&iacute;s.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>(Canal Energia)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A busca do equil&iacute;brio e da expans&atilde;o da capacidade de gera&ccedil;&atilde;o no Brasil est&aacute; diretamente atrelada &agrave; necessidade de recursos para financiar os projetos. Essa vis&atilde;o vem na esteira da necessidade de o pais encontrar fonte de recursos ao passo que o BNDES tem sua capacidade de financiar o setor reduzida. 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