{"id":17445,"date":"2015-05-27T15:46:00","date_gmt":"2015-05-27T19:46:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3339","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17445","title":{"rendered":"Em: 27\/05\/2015 &agrave;s 15:46h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>As incertezas acerca da contrata&ccedil;&atilde;o de gera&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria t&ecirc;m barrado o avan&ccedil;o dessa medida anunciada ainda no in&iacute;cio do ano. Essas d&uacute;vidas aparecem de todos os lados, isso porque do an&uacute;ncio dessa medida &agrave; edi&ccedil;&atilde;o da portaria 44 do Minist&eacute;rio de Minas e Energia de 10 de mar&ccedil;o de 2015 as condi&ccedil;&otilde;es do sistema se alteraram. Pelo lado do governo n&atilde;o se sabe se &eacute; necess&aacute;ria essa energia e, pelo lado das empresas, como ficar&aacute; o lado financeiro dessa equa&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Todas essas d&uacute;vidas dever&atilde;o ser respondidas em parte em no m&aacute;ximo duas semanas. Essa estimativa foi apontada pelo relator desse caso, o diretor da Aneel, Jos&eacute; Jurhosa J&uacute;nior &agrave; Ag&ecirc;ncia CanalEnergia. &ldquo;N&oacute;s estivemos discutindo com o governo e ele est&aacute; refletindo se realmente precisa que a gente d&ecirc; continuidade a esse processo. Existe essa discuss&atilde;o de qual &eacute; a real necessidade, nesse momento de aplicar a portaria 44&rdquo;, revelou ele. Contudo, Jurhosa afirmou que as discuss&otilde;es acerca do tema n&atilde;o devem demorar. Segundo ele, a defini&ccedil;&atilde;o ocorrer&aacute; em breve. &ldquo;[Ser&aacute;] nessa ou na pr&oacute;xima semana&rdquo;, estimou. A ag&ecirc;ncia reguladora, segundo a portaria do MME, &eacute; a respons&aacute;vel pela regula&ccedil;&atilde;o da medida bem como elaborar o modelo e padr&atilde;o dos editais da chamada p&uacute;blica e dos contratos de ades&atilde;o &agrave; gera&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria que dever&aacute; ser adotado pelas concession&aacute;rias de distribui&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>J&aacute; pelo lado das distribuidoras h&aacute; d&uacute;vidas sobre o impacto financeiro da portaria sobre a rec&eacute;m recuperada situa&ccedil;&atilde;o do fluxo de caixa das empresas. Segundo explicou o presidente executivo da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Companhias de Energia El&eacute;trica, Alexei Vivan, a expectativa era a de que com os valores anunciados anteriormente os volumes financeiros envolvidos seriam enormes. Com isso, as incertezas apareceram na forma de como se daria a remunera&ccedil;&atilde;o &agrave;s geradoras que ofertassem a energia originada da gera&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;A preocupa&ccedil;&atilde;o do setor &eacute; de como ser&aacute; executada a medida e de onde sair&atilde;o os recursos. A depender da demanda pode ser muito dinheiro a ser pago. A distribuidora est&aacute; preocupada em ter que adiantar isso e depois receber via encargo&rdquo;, relatou Vivan sobre conversas mantidas com empresas do setor el&eacute;trico que n&atilde;o querem novos impactos relevantes sobre o fluxo de caixa como o ocorrido com a exposi&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria coberta pela conta-ACR.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Vivan tamb&eacute;m lembrou que as condi&ccedil;&otilde;es do setor el&eacute;trico mudaram desde que a medida de contratar gera&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria foi anunciada. E a redu&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os indicada pela nota t&eacute;cnica 77 da Aneel confirma esse cen&aacute;rio. &ldquo;A redu&ccedil;&atilde;o do valor j&aacute; parece mostrar isso, n&atilde;o precisamos de pre&ccedil;os t&atilde;o bons para o gerador pr&oacute;prio, o que estava sendo ofertado era convidativo, mas caro para poder arcar com esse valor&rdquo;, avaliou o executivo da ABCE.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A d&uacute;vida sobre a real necessidade de o Brasil contar com a contrata&ccedil;&atilde;o dessa capacidade ociosa, geralmente encontrada no segmento comercial e industrial, j&aacute; havia sido diagnosticada por agentes em mat&eacute;ria da Ag&ecirc;ncia CanalEnergia publicada nesta semana. Justamente pela altera&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es do setor, com a proje&ccedil;&atilde;o de queda de consumo resultado do aumento das tarifas, melhoria no n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios e entrada em opera&ccedil;&atilde;o de novos empreendimentos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Jurhosa citou esses elementos que balizam a avalia&ccedil;&atilde;o que o governo est&aacute; fazendo nesse momento. Contudo, ele n&atilde;o descartou a possibilidade de extens&atilde;o para al&eacute;m de 18 de dezembro, data estabelecida originalmente como limite para sua validade, tudo dependendo de como tivermos o per&iacute;odo seco e, principalmente, como ser&aacute; o per&iacute;odo &uacute;mido 2015\/2016.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>(Canal Energia)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As incertezas acerca da contrata&ccedil;&atilde;o de gera&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria t&ecirc;m barrado o avan&ccedil;o dessa medida anunciada ainda no in&iacute;cio do ano. 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