{"id":1743,"date":"2014-07-30T12:10:00","date_gmt":"2014-07-30T16:10:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-1762","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=1743","title":{"rendered":"Em: 30\/07\/2014 &agrave;s 12:10h por Ivo Pugnaloni"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;O uso das t&eacute;rmicas n&atilde;o dever&aacute; ser reduzido, mesmo que a hidrologia melhore nos pr&oacute;ximos anos&rdquo;. Isso foi o que disse Hermes Chipp, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema, no Forum Canalenergia, realizado no Rio de Janeiro esta semana, que debateu o risco hidrol&oacute;gico e o pre&ccedil;o da energia para 2015. Segundo o executivo, a estrat&eacute;gia de opera&ccedil;&atilde;o mudou e o sistema precisa de um despacho t&eacute;rmico acentuado, mesmo nos anos em que a hidrologia for pr&oacute;xima &agrave; m&eacute;dia hist&oacute;rica. &ldquo;Esse &eacute; o novo paradigma da opera&ccedil;&atilde;o futura. O sistema era hidrot&eacute;rmico, agora &eacute; termohidro&rdquo;, afirmou o executivo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;A not&iacute;cia deve ter agradado aos que dentro e fora do governo, trabalham de forma permanente para acabar com a matriz energ&eacute;tica limpa e renov&aacute;vel do Brasil e com o diferencial competitivo que seria o pa&iacute;s aproveitar os 170 GW de energia hidroel&eacute;trica barata, limpa e nacional, que em 40% do total, est&aacute; dispon&iacute;vel fora da Amaz&ocirc;nia, segundo a Eletrobr&aacute;s.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal como a conquista da sele&ccedil;&atilde;o alem&atilde;, este foi um trabalho de muitas d&eacute;cadas, realizado de forma planejada e discreta sob as administra&ccedil;&otilde;es de Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula e Dilma. Um verdadeiro &ldquo;7 a 1&rdquo;, pois o Brasil j&aacute; foi o maior produtor de energia hidrel&eacute;trica do mundo. E n&atilde;o &eacute; qualquer um que est&aacute; dizendo isso, mas o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema, Hermes Chipp.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Embora lamentemos essa situa&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso reconhecer que foi um verdadeiro golpe de mestre conseguir que o sistema el&eacute;trico brasileiro, o terceiro maior do mundo em disponibilidade de fontes hidr&aacute;ulicas, se tornasse totalmente dependente de combust&iacute;veis derivados de petr&oacute;leo, que s&atilde;o caros, importados e agressivos ao meio ambiente.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Com esse resultado o Brasil&nbsp; agora est&aacute; sujeito a todo tipo de embargos e conflitos b&eacute;licos que ocorrerem no Oriente M&eacute;dio. &Eacute; imposs&iacute;vel deixar de dar os parab&eacute;ns aos que se dedicam a impedir ou dificultar ao m&aacute;ximo que o Brasil use agua para gerar energia el&eacute;trica, pois trabalhando dentro da maquina estatal ou nas organiza&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o possuem v&iacute;nculos com o governo brasileiro, eles conseguiram algo inimagin&aacute;vel h&aacute; alguns anos atr&aacute;s: que o Brasil se tornasse dependente de g&aacute;s natural liquefeito, &oacute;leo diesel e &oacute;leo combust&iacute;vel que s&atilde;o importados para poder gerar a energia el&eacute;trica que precisa para sobreviver como na&ccedil;&atilde;o soberana.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Foi brilhante o lobby f&oacute;ssil ter conseguido que o Brasil fosse obrigado a gastar 53 bilh&otilde;es de reais em dois anos, s&oacute; com a opera&ccedil;&atilde;o de t&eacute;rmicas. N&atilde;o s&oacute; pelo desequil&iacute;brio que isto causou no sistema, nas contas externas do pa&iacute;s e na balan&ccedil;a comercial, mas principalmente, pelo impacto que teve e ainda ter&aacute; sobre as tarifas de energia das resid&ecirc;ncias e das ind&uacute;strias brasileiras.&nbsp; Gra&ccedil;as ao trabalho muito bem feito contra as hidrel&eacute;tricas, essas tarifas continuar&atilde;o a ocupar os primeiros lugares entre as maiores do mundo, acabando com a redu&ccedil;&atilde;o anunciada pela presidenta no ano passado. Sem d&uacute;vida, este foi um grande feito, principalmente em ano eleitoral.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Ser&aacute; gra&ccedil;as a essa eleva&ccedil;&atilde;o tarif&aacute;ria, que o Banco Central j&aacute; calcula em mais de 30%, que os produtos brasileiros deixar&atilde;o de fazer tanta concorr&ecirc;ncia com os produtos dos pa&iacute;ses centrais.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal, os industriais e agropecuaristas brasileiros n&atilde;o poderiam pretender que, de uma d&eacute;cada para a outra, conseguiriam triplicar impunemente sua participa&ccedil;&atilde;o no com&eacute;rcio mundial, prejudicando pa&iacute;ses que s&atilde;o gigantes hist&oacute;ricos nessa &aacute;rea, h&aacute; muito mais tempo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Temos que reconhecer que n&atilde;o fosse o trabalho destes profissionais, muitas vezes enfrentando a resist&ecirc;ncia inconformada de alguns empres&aacute;rios brasileiros de grande, pequeno e m&eacute;dio porte, teria sido muito dif&iacute;cil impedir a constru&ccedil;&atilde;o de quase mil pequenas hidrel&eacute;tricas de baixo impacto ambiental, todas com reservat&oacute;rios menores do que 30 campos&nbsp; de futebol , com inje&ccedil;&atilde;o de mais de 53 bilh&otilde;es de reais na economia brasileira!<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso teria sido desastroso para os que desejam a redu&ccedil;&atilde;o ainda maior das taxas de crescimento da economia, sem d&uacute;vida.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trabalhando de forma organizada, sem que quase ningu&eacute;m pudesse perceber, o time do f&oacute;ssil importado conseguiu que a conta petr&oacute;leo do Brasil triplicasse em apenas dois anos, fazendo a balan&ccedil;a comercial brasileira apresentar seu pior resultado de d&eacute;cadas, despencando para apenas 13 bilh&otilde;es de reais, contra mais de 30 em m&eacute;dia na d&eacute;cada anterior, gra&ccedil;as aos gastos com termoel&eacute;tricas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&Eacute; preciso lembrar ainda que se n&atilde;o fosse por este trabalho, o Brasil teria constru&iacute;do 65% de uma nova usina de Itaipu, com 9,2 GW, praticamente sem nenhum impacto ambiental e sem gastar praticamente nada com custeio e combust&iacute;veis, mas apenas em investimentos produtivos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;N&atilde;o fosse essa fa&ccedil;anha, que conseguiu&nbsp; remeter para fora do pa&iacute;s a enorme import&acirc;ncia de 53 bilh&otilde;es de reais, a essa altura, teriam sido criados milh&otilde;es de novos empregos com carteira assinada no Brasil. E isso, n&atilde;o apenas para construir e operar, de forma permanente, essas mais de 1000 novas pequenas hidrel&eacute;tricas, mas tamb&eacute;m milhares de projetos de conserva&ccedil;&atilde;o, monitoramento e educa&ccedil;&atilde;o ambiental, irriga&ccedil;&atilde;o, piscicultura, aquicultura, navega&ccedil;&atilde;o, fruticultura, hortigranjeiros que esse tipo de hidrel&eacute;trica possibilita.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o fosse por este trabalho de mestre, o Brasil teria constru&iacute;do usinas de pequeno porte, de pequeno alagamento, que estariam pr&oacute;ximas dos centros de consumo, em lugar das grandes hidrel&eacute;tricas na Amaz&ocirc;nia, evitando conflitos s&oacute;cio-ambientais que provocaram atraso na entrada de novas hidrel&eacute;tricas, desgaste externo &agrave; imagem do pa&iacute;s e tantas outras vantagens para os pa&iacute;ses centrais.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;N&atilde;o fosse o esfor&ccedil;o deste time de especialistas, teria sido praticamente imposs&iacute;vel impedir que centenas de pequenas e m&eacute;dias empresas, construtoras e fabricantes brasileiros tivessem viabilizado milhares de pequenas usinas. E n&atilde;o apenas hidrel&eacute;tricas, mas e&oacute;licas, solares, de biog&aacute;s, de lodo de esgoto, de g&aacute;s de lixo, de baga&ccedil;o-de-cana, de biomassa, de baixo impacto ambiental e custos de gera&ccedil;&atilde;o muito baixos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Tudo isso com tecnologia e insumos totalmente adquiridos no Brasil e n&atilde;o nos pa&iacute;ses que de forma generosa&nbsp; e desinteressada, tanto contribuem com a luta para evitar o uso da &aacute;gua e das energias renov&aacute;veis para gerar energia el&eacute;trica no Brasil e nos demais pa&iacute;ses em desenvolvimento.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imaginem os leitores se o Brasil tivesse conseguido ter tornado vi&aacute;veis os 17 mil MW de e&oacute;licas, os 9,2 mil MW de PCHs e os mais de 8,5 mil GW de t&eacute;rmicas a biomassa j&aacute; projetados. Sem d&uacute;vida, as economias dos pa&iacute;ses centrais n&atilde;o teriam o impulso que tiveram nestes &uacute;ltimos dois anos e nem o time do lobby f&oacute;ssil teria prestado essa enorme contribui&ccedil;&atilde;o que agora deve estar festejando.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;A vit&oacute;ria do time f&oacute;ssil importado ainda n&atilde;o est&aacute; completa. Ao contr&aacute;rio. Mas o trabalho agora deve se focar em criar o m&aacute;ximo de dificuldades poss&iacute;vel para impedir o uso pelo Brasil de sistemas de gera&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da, j&aacute; que essa alternativa favorece os pequenos investimentos de baixo custo em gera&ccedil;&atilde;o de energia, prejudicando a atua&ccedil;&atilde;o livre dos agentes tradicionais do setor e favorecendo &agrave; entrada de novos grupos no mercado e que os consumidores possam passar a produtores.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, sua maior miss&atilde;o dever&aacute; continuar a ser criar restri&ccedil;&otilde;es &agrave; expans&atilde;o da gera&ccedil;&atilde;o, usando todos os meios poss&iacute;veis, sejam eles legais, semilegais ou ilegais. Isso deve continuar at&eacute; que os brasileiros sejam convencidos pela propaganda de que o enorme potencial hidrel&eacute;trico do pa&iacute;s &ldquo;est&aacute; esgotado&rdquo; e que o uso do &ldquo;fracking&rdquo;, &#8211; processo de extra&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s de xisto &#8211;&nbsp; &eacute; a &uacute;nica alternativa que lhes ter&aacute; restado se n&atilde;o quiserem sofrer novos apag&otilde;es.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;A&iacute; sim, por meio da contamina&ccedil;&atilde;o que o &ldquo;fracking&rdquo; provocar&aacute; nos len&ccedil;&oacute;is subterr&acirc;neos e em aqu&iacute;feros como o Guarani, Parecis e outros, a produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria brasileira ir&aacute; parar de crescer e de concorrer com a produ&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses centrais mediante a decreta&ccedil;&atilde;o de embargos sanit&aacute;rios. Tal como j&aacute; ocorre com as ma&ccedil;&atilde;s e outros produtos da agropecu&aacute;ria argentina que j&aacute; est&atilde;o proibidos de vender nos mercados europeu e japon&ecirc;s.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Isso &eacute; fundamental para que Brasil seja impedido de continuar conseguindo sucessivos recordes de produ&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o em produtos como a soja, o milho e as carnes congeladas, tal como ocorreu de novo em 2013.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;O momento &eacute; decisivo. Os brasileiros parecem estar acordando para a quest&atilde;o da energia. At&eacute; sobre a convoca&ccedil;&atilde;o de uma conferencia nacional de energia el&eacute;trica j&aacute; se est&aacute; falando no Congresso.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Por isso, continuar impedindo os setores das energias renov&aacute;veis de crescerem de import&acirc;ncia e de atuarem tamb&eacute;m de forma coordenada &eacute; fundamental. Continuar criando dissen&ccedil;&otilde;es, desconfian&ccedil;as e intrigas, entre as v&aacute;rias fontes do setor renov&aacute;vel, como ocorreu com o epis&oacute;dio da tentativa de retirada dos incentivos para a energia e&oacute;lica, atribu&iacute;da de forma inteligente &agrave; ABRAPCH junto &agrave; grande m&iacute;dia, &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial para a amplia&ccedil;&atilde;o do mercado dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis na gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica no Brasil.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;E principalmente, para promover a introdu&ccedil;&atilde;o do &ldquo;fracking&rdquo;, provocando o maior numero de embargos sanit&aacute;rios que for poss&iacute;vel ao abastecimento de agua para consumo humano e para a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, devolvendo assim o Brasil ao lugar subalterno que deveria se conformar em continuar ocupando no com&eacute;rcio mundial, voltando dos atuais 1,6% aos 0,7% de 1998. &Eacute; preciso deixar claro aos brasileiros que seu pa&iacute;s nunca mais poder&aacute; pretenderl ultrapassar os limites da categoria de reles zero &agrave; esquerda, de figurante, de an&atilde;o cego, que lhe foi reservado na nova ordem econ&ocirc;mica mundial.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;N&atilde;o adianta ao Brasil criar um novo FMI e um novo Banco Mundial como fez com a China, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia e &Aacute;frica do Sul, pa&iacute;ses que juntos tem 50% da popula&ccedil;&atilde;o mundial.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal, que pa&iacute;s pode querer ser mais do que um an&atilde;o, se ainda estiver atrelado ao pre&ccedil;o e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de entrega do petr&oacute;leo para gerar algo t&atilde;o essencial como a energia el&eacute;trica, fatores que s&atilde;o, em grande parte, ditados por aquilo que acontece, a cada dia, nos campos de batalha do Oriente M&eacute;dio, Iraque e Afeganist&atilde;o?<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Preso pela depend&ecirc;ncia das termoel&eacute;tricas movidas a petr&oacute;leo, o Brasil lembrar&aacute; sempre um elefante, que desde pequeno &eacute; acostumado a ficar preso pela pata a uma pequena estaca e&nbsp; mesmo quando atinge a idade adulta, pensa que n&atilde;o tem for&ccedil;a para se libertar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A semana terminou com a publica&ccedil;&atilde;o de um estudo do CEPEL que concluiu, &ldquo;que as hidrel&eacute;tricas emitem menos gases de efeito estufa do que as t&eacute;rmicas&rdquo;. Algo que qualquer crian&ccedil;a j&aacute; sabe, mas que o &ldquo;lobby&rdquo; t&eacute;rmico j&aacute; tinha conseguido pendurar no pesco&ccedil;o do elefante brasileiro tamb&eacute;m.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Esse &eacute; o jogo do lobby t&eacute;rmico f&oacute;ssil importado, dentro e fora dos governos: sempre dizer que &eacute; &ldquo;completamente a favor das energias renov&aacute;veis&rdquo;, mas conseguir que na pr&aacute;tica este setor defronte-se com as piores condi&ccedil;&otilde;es comerciais poss&iacute;veis, para sobreviver.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Isso prova que, enquanto os empres&aacute;rios do setor de fontes renov&aacute;veis n&atilde;o se unirem e n&atilde;o realizarem uma massiva campanha de informa&ccedil;&atilde;o, este setor continuar&aacute; sendo v&iacute;tima de todo tipo de acusa&ccedil;&atilde;o, preconceito e campanha difamat&oacute;ria, com cada vez piores condi&ccedil;&otilde;es comerciais para a sua opera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Esse &eacute; o jogo que precisamos &ldquo;virar&rdquo;: aumentar o entrosamento de nosso time e nosso relacionamento com a nossa torcida, que &eacute; claramente a favor do renov&aacute;vel, mas n&atilde;o tem informa&ccedil;&otilde;es suficientes para &ldquo;torcer&rdquo;, como deveria, por n&oacute;s todos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span style=\"color: #073763;\">Ivo Pugnaloni &eacute; presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Fomento &agrave;s Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas, a ABRAPCH e do grupo empresarial Enercons<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;O uso das t&eacute;rmicas n&atilde;o dever&aacute; ser reduzido, mesmo que a hidrologia melhore nos pr&oacute;ximos anos&rdquo;. 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