{"id":17318,"date":"2015-05-21T16:00:00","date_gmt":"2015-05-21T20:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3299","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17318","title":{"rendered":"Em: 21\/05\/2015 &agrave;s 16:00h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Em abril, o mercado de trabalho brasileiro seguiu os mesmos passos do m&ecirc;s anterior. Mais uma vez, a taxa de desemprego subiu, chegando a 6,4%, e a renda m&eacute;dia sofreu redu&ccedil;&atilde;o, conforme apontam os n&uacute;meros divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) nesta quinta-feira (21).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O &iacute;ndice &eacute; o maior para meses de abril desde 2010, quando ficou em 7,3%. Em abril de 2011, o indicador tamb&eacute;m havia alcan&ccedil;ado esse valor. No m&ecirc;s anterior, a desocupa&ccedil;&atilde;o havia atingido 6,2%.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>De acordo com o IBGE, considerando todos os meses, o desemprego tamb&eacute;m &eacute; o mais alto desde mar&ccedil;o de 2011, quando atingiu 6,5%.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Significa uma taxa est&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o a mar&ccedil;o. No entanto, 6,4%, estatisticamente, representa crescimento da taxa de desocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o abril do ano passado, que foi 4,9%. (&hellip;) Nesse m&ecirc;s de abril, na compara&ccedil;&atilde;o com 2014, o aumento veio do crescimento daqueles que procuram [por trabalho]&rdquo;, explicou Adriana Ara&uacute;jo Beringuy, t&eacute;cnica de trabalho e rendimento do IBGE.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A pesquisa &eacute; feita nas regi&otilde;es metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, S&atilde;o Paulo e Porto Alegre.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A popula&ccedil;&atilde;o desocupada chegou a 1,6 milh&atilde;o de pessoas em abril, praticamente o mesmo valor do m&ecirc;s anterior. J&aacute; na compara&ccedil;&atilde;o com abril de 2014, esse n&uacute;mero cresceu 32,7%. Segundo o IBGE, esse &eacute; o maior crescimento anual da popula&ccedil;&atilde;o desocupada desde mar&ccedil;o de 2002.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;A gente percebe que em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado, a gente est&aacute; com movimento de crescimento e patamares mais altos. O que ocorre de diferente agora &eacute; que a gente vem observando desde janeiro para c&aacute; um aumento importante e seguido da desocupa&ccedil;&atilde;o, ou seja, aumento da press&atilde;o sobre o mercado de trabalho.&rdquo;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na outra ponta, o IBGE estima que a popula&ccedil;&atilde;o ocupada somou 22,8 milh&otilde;es &#8211; &#8220;refletindo estabilidade nas an&aacute;lises mensal e anual.&#8221;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;O que est&aacute; acontecendo simultaneamente a essa expans&atilde;o [de pessoas procurando por trabalho] &eacute; uma tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o ocupada. E al&eacute;m disso, um menor crescimento da chamada popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o economicamente ativa.&rdquo;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O n&uacute;mero de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado bateu 11,5 milh&otilde;es &#8211; valor 1,9% abaixo do resultado de abril do ano passado. Em rela&ccedil;&atilde;o ao m&ecirc;s anterior, n&atilde;o houve varia&ccedil;&atilde;o, de acordo com a pesquisa.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Homens e jovens<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Quem est&aacute; pressionando [o mercado de trabalho] s&atilde;o pessoas mais jovens e do sexo masculino. N&atilde;o que n&atilde;o esteja havendo press&atilde;o tamb&eacute;m das mulheres, mas o crescimento da taxa dos homens foi muito mais significativo na compara&ccedil;&atilde;o anual. Sai de 5,3% [taxa de desocupa&ccedil;&atilde;o] para 5,7% enquanto das mulheres segue em 7,2%.&rdquo;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O n&iacute;vel da ocupa&ccedil;&atilde;o (propor&ccedil;&atilde;o de pessoas ocupadas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas em idade ativa) foi estimado em 52,2%, ficando 0,8 ponto percentual abaixo de abril de 2014.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Por regi&atilde;o<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na an&aacute;lise regional, o desemprego n&atilde;o mostrou varia&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a mar&ccedil;o, mas em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo m&ecirc;s de 2014, as taxas ficaram diferentes. Em Salvador, o &iacute;ndice passou de 9,1% para 11,3%; em Belo Horizonte, de 3,6% para 5,5%; em Porto Alegre, de 3,2% para 5,0%; no Rio de Janeiro, de 3,5% para 5,2%; no Recife, de 6,3% para 7,8%, e em S&atilde;o Paulo, de 5,2% para 6,3%.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Em Belo Horizonte, houve dispensa importante para os par&acirc;metros da regi&atilde;o na ind&uacute;stria. A ind&uacute;stria caiu 15,5%, o que significa menos 63 mil pessoas ocupadas nessa atividade.&rdquo;<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Rendimento<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>O rendimento m&eacute;dio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.138,50, caindo 0,5% em rela&ccedil;&atilde;o a mar&ccedil;o e 2,9% frente ao mesmo m&ecirc;s de 2014.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;A medida que essa popula&ccedil;&atilde;o cresce menos [n&atilde;o economicamente ativa], existe tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o do rendimento. Ou seja, do rendimento j&aacute; descontado infla&ccedil;&atilde;o ou corre&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de pre&ccedil;o. Essa retra&ccedil;&atilde;o do rendimento na compara&ccedil;&atilde;o mensal se deu-se por conta do aumento dos pre&ccedil;os&rdquo;, afirmou a t&eacute;cnica.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Crise na ind&uacute;stria (Gnews) (Foto: Reprodu&ccedil;&atilde;o GloboNews)Desemprego aumenta em abril (Foto: Reprodu&ccedil;&atilde;o GloboNews)<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O tipo de atividade que vivenciou a maior queda no rendimento foi a constru&ccedil;&atilde;o. Na compara&ccedil;&atilde;o mensal, o recuo foi de 4% e na anual, de 7,5%.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Quando s&atilde;o analisadas as categorias de posi&ccedil;&atilde;o na ocupa&ccedil;&atilde;o, como se refere o IBGE, quem mais sofreu queda nos sal&aacute;rio foram os empregados sem carteira no setor privado (-4,2%). No caso de militares e funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, ao contr&aacute;rio das demais, o rendimento subiu 0,4% entre mar&ccedil;o e abril deste ano.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na compara&ccedil;&atilde;o com o ano passado, as quedas partiram das rendas de empregados sem carteira no setor privado (-3,0%), pessoas que trabalham por conta pr&oacute;pria (-2,8) e empregados com carteira no setor privado (-2,6%).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na an&aacute;lise regional, o rendimento caiu em Recife (-4,9%); Rio de Janeiro (-1,4%); Salvador (-1,0%) e Belo Horizonte (-0,5%). Ficou est&aacute;vel em Porto Alegre e subiu 0,6% em S&atilde;o Paulo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na compara&ccedil;&atilde;o anual, os recuos partiram de Salvador (-5,5%); Belo Horizonte (-4,1%); Recife e Rio de Janeiro (-2,7% em ambas); S&atilde;o Paulo (-2,6%) e Porto Alegre (-1,9%).<\/div>\n<p><\/p>\n<div>___________________________________________<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em abril, o mercado de trabalho brasileiro seguiu os mesmos passos do m&ecirc;s anterior. Mais uma vez, a taxa de desemprego subiu, chegando a 6,4%, e a renda m&eacute;dia sofreu redu&ccedil;&atilde;o, conforme apontam os n&uacute;meros divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) nesta quinta-feira (21). 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