{"id":17313,"date":"2015-05-20T17:07:00","date_gmt":"2015-05-20T21:07:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3294","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=17313","title":{"rendered":"Em: 20\/05\/2015 &agrave;s 17:07h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Rep&uacute;blica Popular da China, Li Keqiang, ao Brasil, firmaram, em Bras&iacute;lia, nesta ter&ccedil;a-feira (19), um Plano de A&ccedil;&atilde;o Conjunta entre os dois pa&iacute;ses no per&iacute;odo de 2015 a 2021.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Foram assinados 35 acordos que abrangem os segmentos de infraestrutura, manufaturas, com&eacute;rcio, planejamento estrat&eacute;gico, infraestrutura, transporte, agricultura, energia, minera&ccedil;&atilde;o, ci&ecirc;ncia e tecnologia, com&eacute;rcio, entre outros.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Durante a visita de Li Keqiang, a presidente tamb&eacute;m recebeu o presidente do Peru, Ollanta Humala. Os tr&ecirc;s pa&iacute;ses iniciaram juntos estudos de viabilidade para a Ferrovia Transcontinental, que vai cruzar o continente sulamericano, ligando o oceano Atl&acirc;ntico ao Pac&iacute;fico.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Um novo caminho para a &Aacute;sia se abrir&aacute; para o Brasil, reduzindo dist&acirc;ncias e custos. Um caminho que nos levar&aacute; diretamente, pelo Oceano Pac&iacute;fico, at&eacute; os portos do Peru e da China&#8221;, afirmou Dilma Rousseff, durante declara&ccedil;&atilde;o feita &agrave; imprensa ap&oacute;s a assinatura de atos entre os dois pa&iacute;ses.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Convidamos as empresas chinesas a participarem dessa grande obra, que sair&aacute; de Campinorte, no Tocantins, l&aacute; na Ferrovia Norte Sul, passar&aacute; por Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, atingir&aacute; o Acre e atravessar&aacute; os Andes at&eacute; chegar ao porto no Peru&#8221;, explicou a presidente.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Al&eacute;m disso, foram celebradas declara&ccedil;&otilde;es conjuntas sobre os resultados da visita do primeiro-ministro e sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Rela&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;O Plano de A&ccedil;&atilde;o Conjunta 2015-2021, que assinei com o primeiro-ministro, inaugura uma etapa superior em nosso relacionamento. Est&aacute; expresso nos v&aacute;rios acordos, nos m&uacute;ltiplos acordos governamentais e empresariais firmados hoje, em especial nas &aacute;reas de investimentos e com&eacute;rcio&#8221;, afirmou Dilma Rousseff.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O primeiro-ministro da Rep&uacute;blica Popular da China, Li Keqiang, chegou na noite de segunda-feira (18), acompanhado por cerca de 120 empres&aacute;rios chineses, e foi recebido no Pal&aacute;cio do Planalto com honras de chefe de Estado.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Brasil e China mant&ecirc;m importantes fluxos de investimentos bilaterais. As trocas comerciais entre os dois pa&iacute;ses alcan&ccedil;aram US$ 77,9 bilh&otilde;es em 2014, com super&aacute;vit brasileiro de US$ 3,3 bilh&otilde;es. Do lado brasileiro, destacam-se os setores aeron&aacute;utico, banc&aacute;rio, de m&aacute;quinas, autopartes e agroneg&oacute;cio. Tem-se observado, tamb&eacute;m, diversifica&ccedil;&atilde;o dos investimentos chineses no Brasil para setores de energia, eletr&ocirc;nicos, automotivo e banc&aacute;rio.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Carne brasileira<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Acordo sanit&aacute;rio entre os dois pa&iacute;ses tamb&eacute;m colocou na fila mais nove frigor&iacute;ficos brasileiros, a princ&iacute;pio, para exportar carne &agrave; China. &#8220;A partir deste acordo sanit&aacute;rio cria-se uma nova forma de relacionamento entre as autoridades chinesas, autoridades sanit&aacute;rias brasileiras e o Minist&eacute;rio da Agricultura&#8221;, disse a presidenta Dilma Rousseff.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>As rela&ccedil;&otilde;es comerciais entre Brasil e China foram estabelecidas em 1979 e, desde ent&atilde;o, t&ecirc;m evolu&iacute;do ano a ano. A partir de 2009, o pa&iacute;s asi&aacute;tico se transformou no maior parceiro comercial brasileiro. A coopera&ccedil;&atilde;o com a China tamb&eacute;m vem se constituindo numa das principais fontes de investimento diretos no Pa&iacute;s, tendo entre os destaques os setores de energia e minera&ccedil;&atilde;o, siderurgia e agroneg&oacute;cio.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A coopera&ccedil;&atilde;o entre Brasil e China tem o olhar atento dos demais pa&iacute;ses do mundo, em especial aqueles em desenvolvimento. Para o secret&aacute;rio-geral das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, embaixador S&eacute;rgio Danese, chama especialmente a aten&ccedil;&atilde;o a voca&ccedil;&atilde;o inovadora e a capacidade de renova&ccedil;&atilde;o desse relacionamento.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;Quando demos in&iacute;cio ao programa CBERS [Programa China Brasil Earth Resource Satellite], em 1988 &ndash; o primeiro entre pa&iacute;ses em desenvolvimento no campo da alta tecnologia &ndash; poucos acreditavam na sua continuidade. Menos ainda na nossa capacidade de avan&ccedil;ar conjuntamente no desenvolvimento de novas tecnologias. Mostramos a todos que isso &eacute; plenamente poss&iacute;vel&#8221;, afirmou o embaixador brasileiro, durante reuni&atilde;o da reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Sino-Brasileira de Alto N&iacute;vel de Concerta&ccedil;&atilde;o e Coopera&ccedil;&atilde;o (Cosban), h&aacute; cerca de um m&ecirc;s.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para ele, o mesmo pode ser dito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; parceria estrat&eacute;gica, institu&iacute;da em 1993 &ndash; a primeira estabelecida pela China. &#8220;Hoje temos uma parceria genuinamente global. Somos parceiros no BRICS, no BASIC e no G-20. Criamos o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS e o Arranjo Contingente de Reservas. E agora o Brasil se une &agrave; China na forma&ccedil;&atilde;o do Banco Asi&aacute;tico de Investimento e Infraestrutura. Todas essas s&atilde;o &aacute;reas inovadoras das rela&ccedil;&otilde;es internacionais contempor&acirc;neas, nas quais temos podido desenvolver uma proveitosa a&ccedil;&atilde;o comum e coordenada&#8221;, afirmou.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>A megaferrovia<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Segundo o projeto conjunto Brasil-China, o Estado de Mato Grosso dever&aacute; ser rota de uma megaferrovia, cujo investimento est&aacute; or&ccedil;ado em R$ 30 bilh&otilde;es e tem como objetivo a constru&ccedil;&atilde;o de um corredor de trilhos entre o Brasil e o Peru, ligando assim, os oceanos Atl&acirc;ntico e Pac&iacute;fico.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na semana passada, o jornal Folha de S. Paulo revelou que, com base em informa&ccedil;&atilde;o de ministros e t&eacute;cnicos da Esplanada, as negocia&ccedil;&otilde;es referentes a esse projeto j&aacute; estariam avan&ccedil;adas, especialmente no trecho Campinorte, que liga o Estado de Goi&aacute;s ao munic&iacute;pio mato-grossense de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiab&aacute;).&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Este trecho &eacute; considerado o &ldquo;cintur&atilde;o brasileiro do agroneg&oacute;cio&rdquo;, por onde passa a maior parte da produ&ccedil;&atilde;o nacional de gr&atilde;os.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Pelo desenho original, a Transoce&acirc;nica come&ccedil;a no Rio de Janeiro, passando pelos estados de Minas Gerais, Goi&aacute;s, Mato Grosso, Rond&ocirc;nia e Acre, e a&iacute; ent&atilde;o, seguiria para o Peru.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Fico&nbsp;<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Paralelo &agrave; possibilidade de novos investimentos no setor &ndash; o que melhoria o escoamento da produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os de Mato Grosso &ndash;, ainda existem muitas queixas por conta de projetos que ainda n&atilde;o sa&iacute;ram do papel no Estado.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&Eacute; o caso, por exemplo, da Ferrovia da Integra&ccedil;&atilde;o Centro-Oeste (Fico), planejada para ir de Vilhena, em Rond&ocirc;nia, passando pelas lavouras de Mato Grosso, at&eacute; Urua&ccedil;u, em Goi&aacute;s.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Segundo a Ag&ecirc;ncia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), as licita&ccedil;&otilde;es est&atilde;o atrasadas porque os projetos ainda n&atilde;o est&atilde;o totalmente definidos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Recentemente, o diretor ANTT, Carlos Fernando Nascimento, explicou que o &ldquo;modelo regulat&oacute;rio ainda precisa de algumas defini&ccedil;&otilde;es de contorno&#8221;.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;O nosso contrato de concess&atilde;o ainda precisa alguns aperfei&ccedil;oamentos e esses aperfei&ccedil;oamentos v&ecirc;m sendo constru&iacute;dos&rdquo;, disse ele.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>(Ag&ecirc;ncia Brasil)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Rep&uacute;blica Popular da China, Li Keqiang, ao Brasil, firmaram, em Bras&iacute;lia, nesta ter&ccedil;a-feira (19), um Plano de A&ccedil;&atilde;o Conjunta entre os dois pa&iacute;ses no per&iacute;odo de 2015 a 2021.&nbsp; Foram assinados 35 acordos que abrangem os segmentos de infraestrutura, manufaturas, com&eacute;rcio, planejamento estrat&eacute;gico, infraestrutura, transporte, agricultura, energia, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17313"}],"collection":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17313"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17313\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}