{"id":16905,"date":"2015-05-04T16:13:00","date_gmt":"2015-05-04T20:13:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3201","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=16905","title":{"rendered":"Em: 04\/05\/2015 &agrave;s 16:13h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Bel&eacute;m &ndash; A constru&ccedil;&atilde;o da hidroel&eacute;trica de Belo Monte, no Par&aacute;, poder&aacute; ser um novo indutor do desenvolvimento, se uma reforma tribut&aacute;ria mudar a destina&ccedil;&atilde;o das receitas do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS) sobre energia el&eacute;trica, que hoje pertence aos estados consumidores, para os estados onde est&atilde;o instaladas as hidroel&eacute;tricas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A proposta ser&aacute; defendida pelo governador tucano do Par&aacute;, Sim&atilde;o Jatene (PSDB), pertencente ao principal partido da oposi&ccedil;&atilde;o ao governo federal. Ele quer que o ICMS seja cobrado na origem da produ&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o beneficiar ainda mais os estados que mais v&atilde;o consumir a energia de Belo Monte, como S&atilde;o Paulo. &ldquo;N&atilde;o podemos continuar sustentando o crescimento do Pa&iacute;s e ficando apenas com as mazelas&rdquo;, justificou o governador em entrevista exclusiva ao DCI.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ele fez afirma&ccedil;&atilde;o ao se referir &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da hidroel&eacute;trica de Tucuru&iacute;, tamb&eacute;m no Par&aacute;, na d&eacute;cada de 80. &ldquo;Durante muito tempo, v&aacute;rios munic&iacute;pios pr&oacute;ximos de Tucuru&iacute; s&oacute; viam o linh&atilde;o de transmiss&atilde;o passar por suas cabe&ccedil;as, enquanto eles continuam com lamparina para iluminar suas casas&rdquo;, lembrou.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Entre essas mazelas, ele citou que dos 7 milh&otilde;es de habitantes do Par&aacute;, 2,5 milh&otilde;es vivem abaixo da linha da pobreza. Em contrapartida, apontou Jatene, o estado &eacute; um dos maiores exportadores de energia el&eacute;trica para o restante do Pa&iacute;s, por causa de Tucuru&iacute;, e de mat&eacute;ria-prima para o exterior, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s jazidas minerais exportadas com isen&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria pela mineradora Vale e outras empresas. &ldquo;Contribu&iacute;mos com metade da pauta de exporta&ccedil;&otilde;es do Brasil, cerca de R$ 11 bilh&otilde;es, e somos um dos estados com baixo &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano do Pa&iacute;s.&rdquo;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Emenda Serra&rdquo;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O governo do Par&aacute; constatou que &ldquo;alguns bilh&otilde;es de reais&rdquo; deixaram de ser arrecadados por causa da legisla&ccedil;&atilde;o que tirou do estado de origem da produ&ccedil;&atilde;o a incid&ecirc;ncia do ICMS da energia el&eacute;trica.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A legisla&ccedil;&atilde;o do ICMS sobre energia el&eacute;trica foi alterada por proposta do ex-governador de S&atilde;o Paulo Jos&eacute; Serra (PSDB), aprovada na Constituinte de 1988, e em vigor at&eacute; hoje. A regra diz que a maior parte das receitas proporcionadas pela cobran&ccedil;a do ICMS pertence aos estados onde ocorre o consumo da energia e n&atilde;o na unidade da federa&ccedil;&atilde;o onde est&atilde;o instaladas as usinas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Como deputado da Assembleia Nacional Constituinte, Jos&eacute; Serra &ndash; que &eacute; do mesmo partido de Jatene &ndash; defendeu na Constituinte a &ldquo;Emenda Serra&rdquo;. Aprovada, a emenda se transformou no artigo 155, par&aacute;grafo 2&ordm;, Inciso X, Al&iacute;nea b da Carta Magna. C&aacute;lculos atribu&iacute;dos ao governo do Paran&aacute;, outro estado que se sente prejudicado pela norma, apontam que, por causa da Emenda Serra, aquele estado deixou de arrecadar R$ 32 bilh&otilde;es at&eacute; 2010.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Por isso, Jatene est&aacute; fazendo negocia&ccedil;&otilde;es junto &agrave; Eletronorte, &agrave; Eletrobras, ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES) e ao cons&oacute;rcio Norte Energia, vencedor da licita&ccedil;&atilde;o da hidroel&eacute;trica, para antecipar a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas na regi&atilde;o sob influ&ecirc;ncia da obra, que compreende 11 munic&iacute;pios. &ldquo;N&atilde;o queremos que aconte&ccedil;a o que houve em Tucuru&iacute;, onde havia a cidade do luxo e a cidade do lixo&rdquo;, criticou o governador.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ele batizou esse conjunto de a&ccedil;&otilde;es de &ldquo;Pacto pelo Par&aacute;&rdquo;, que se prop&otilde;e a antecipar solu&ccedil;&otilde;es para os impactos sociais, ambientais e econ&ocirc;micos previstos como decorr&ecirc;ncia do empreendimento.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Segundo ele, j&aacute; ficou acertado o investimento de R$ 100 milh&otilde;es em equipamentos de seguran&ccedil;a p&uacute;blica em torno da cidade de Altamira. &ldquo;&Eacute; uma antecipa&ccedil;&atilde;o dos investimentos nas &aacute;reas a serem impactadas, antes mesmo de o impacto se realizar&rdquo;, justificou. &ldquo;Queremos inaugurar com Belo Monte uma nova etapa na hist&oacute;ria dos grandes projetos no Par&aacute; e qui&ccedil;&aacute; na Amaz&ocirc;nia&rdquo;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No Pacto pelo Par&aacute;, o governador tra&ccedil;ou cinco grandes eixos de a&ccedil;&atilde;o. Tr&ecirc;s setores, conforme frisou o governador, t&ecirc;m absoluta prioridade: seguran&ccedil;a p&uacute;blica, sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o. A eles, Jatene adicionou a&ccedil;&otilde;es para melhoria da infraestrutura urbana e rural e, como quinto eixo, a implementa&ccedil;&atilde;o de programas voltados para a gera&ccedil;&atilde;o de renda.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Tanto para as popula&ccedil;&otilde;es tradicionais quanto para as que ser&atilde;o atra&iacute;das, o que o governo pretende, segundo Jatene, &eacute; oferecer alternativas eficientes de renda.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Licen&ccedil;a<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A licen&ccedil;a de instala&ccedil;&atilde;o definitiva da usina de Belo Monte n&atilde;o tem data prevista, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), apesar da expectativa que havia dentro do governo e na concession&aacute;ria Norte Energia. Segundo o Ibama, os t&eacute;cnicos continuam seu trabalho, mas n&atilde;o h&aacute; uma previs&atilde;o oficial para a conclus&atilde;o da an&aacute;lise.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O processo, entretanto, est&aacute; na reta final, e segundo uma fonte na Norte Energia, todos os esclarecimentos solicitados pelo Ibama j&aacute; foram respondidos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A fonte, que contava com a licen&ccedil;a na &uacute;ltima sexta-feira, acredita que a n&atilde;o libera&ccedil;&atilde;o do documento pode estar relacionada ao fato de o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) no Par&aacute; ter enviado cartas ao Ibama recomendando que a obra n&atilde;o fosse autorizada. (Gente Opini&atilde;o)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bel&eacute;m &ndash; A constru&ccedil;&atilde;o da hidroel&eacute;trica de Belo Monte, no Par&aacute;, poder&aacute; ser um novo indutor do desenvolvimento, se uma reforma tribut&aacute;ria mudar a destina&ccedil;&atilde;o das receitas do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS) sobre energia el&eacute;trica, que hoje pertence aos estados consumidores, para os estados onde est&atilde;o instaladas as hidroel&eacute;tricas. 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