{"id":16895,"date":"2015-04-30T15:43:00","date_gmt":"2015-04-30T19:43:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3191","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=16895","title":{"rendered":"Em: 30\/04\/2015 &agrave;s 15:43h por"},"content":{"rendered":"<p><span>O Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom) do Banco Central decidiu elevar nesta quarta-feira (29) os juros b&aacute;sicos da economia de 12,75% para 13,25% ao ano, uma nova alta de 0,50 ponto percentual. Foi o quinto aumento consecutivo da taxa Selic, que segue no maior patamar desde o in&iacute;cio de 2009, quando estava em 13,75% ao ano, ou seja, em seis anos.<\/span><\/p>\n<p><span>A decis&atilde;o confirmou a expectativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro. Com uma taxa mais alta de juros, o Banco Central tenta controlar o cr&eacute;dito e o consumo, atuando assim para segurar a infla&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, ao tornar o cr&eacute;dito e o investimento mais caros, os juros elevados prejudicam o crescimento da economia.<\/span><br \/><span>O novo aumento dos juros b&aacute;sicos da economia acontece em um momento delicado, com a economia ainda se ressentindo de um baixo n&iacute;vel de atividade, com desemprego em alta (o maior desde 2011), mas com a infla&ccedil;&atilde;o fortemente pressionada pelo aumento de tarifas p&uacute;blicas, como energia el&eacute;trica e gasolina, embora o d&oacute;lar tenha registrado queda nas &uacute;ltimas semanas.<\/span><\/p>\n<p><span>Ao fim do encontro do Copom, o BC divulgou o seguinte comunicado: &#8220;Avaliando o cen&aacute;rio macroecon&ocirc;mico e as perspectivas para a infla&ccedil;&atilde;o, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 13,25% a.a., sem vi&eacute;s&#8221;. Essa foi a primeira reuni&atilde;o do Copom de dois novos diretores do BC, Ot&aacute;vio Ribeiro Damaso (Regula&ccedil;&atilde;o) e Tony Volpon (Assuntos Internacionais).<\/span><\/p>\n<p><span>Sistema de metas e atividade econ&ocirc;mica<\/span><br \/><span>Pelo sistema de metas de infla&ccedil;&atilde;o vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pr&eacute;-determinados. Para 2015 e 2016, a meta central de infla&ccedil;&atilde;o &eacute; de 4,5%, mas o &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de refer&ecirc;ncia, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.<\/span><br \/><span>O pr&oacute;prio Banco Central j&aacute; admite que a infla&ccedil;&atilde;o deve estourar o teto de 6,5% do sistema de metas em 2015. A autoridade monet&aacute;ria tem dito que trabalha para evitar a propaga&ccedil;&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o neste ano e para trazer a o IPCA para o centro da meta, de 4,5%, at&eacute; o final de 2016.<\/span><br \/><span>Em mar&ccedil;o, a infla&ccedil;&atilde;o oficial ficou em 1,32%, depois de avan&ccedil;ar 1,22% em fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). A taxa &eacute; a maior desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, e a mais elevada desde 1995, considerando apenas o m&ecirc;s de mar&ccedil;o. Para este ano, o mercado prev&ecirc; um IPCA de 8,25% ao ano, o maior patamar desde 2003.<\/span><\/p>\n<p><span>Do lado da atividade econ&ocirc;mica, analistas n&atilde;o descartam a possibilidade de o pa&iacute;s entrar de novo em recess&atilde;o, a exemplo do registrado no ano passado. A chamada recess&atilde;o t&eacute;cnica se caracteriza por dois trimestres seguidos de contra&ccedil;&atilde;o do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa da maior parte do mercado financeiro, realizada na semana passada pelo BC com mais de 100 analistas de bancos, &eacute; de que a economia brasileira tenha retra&ccedil;&atilde;o de 1,1% em 2015 &ndash; a maior em 25 anos.<\/span><br \/><span>Indexa&ccedil;&atilde;o e propaga&ccedil;&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o<\/span><\/p>\n<p><span>Para o economista-chefe do banco ABC Brasil, Lu&iacute;s Ot&aacute;vio de Souza Leal, o novo aumento de juros acontece, apesar do baixo n&iacute;vel de atividade na economia, para evitar remarca&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os e impedir o retorno de um n&iacute;vel maior de indexa&ccedil;&atilde;o (quando uma infla&ccedil;&atilde;o passada &eacute; repassada para frente), como aquele existente na d&eacute;cada de 1980.<\/span><br \/><span>&#8220;A grande d&uacute;vida das pessoas &eacute;: porque o BC tem de subir o juros mesmo com o n&iacute;vel de atividade estando t&atilde;o baixo? &Eacute; uma quest&atilde;o de expectativa e uma coisa meio psicol&oacute;gica, mas acontece. Se voc&ecirc; achar que o BC vai fazer tudo para trazer a infla&ccedil;&atilde;o para baixo, voc&ecirc; vai pensar duas vezes em remarcar o pre&ccedil;o&#8221;, avaliou ele.<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo o economista do banco ABC Brasil, a autoridade monet&aacute;ria j&aacute; est&aacute; mirando a infla&ccedil;&atilde;o de 2016, buscando-a trazer para o centro da meta de 4,5%, pois, neste ano, o teto de 6,5% deve ser superado. &#8220;O BC tem de impedir que essa infla&ccedil;&atilde;o que seja muito alta neste ano e que n&atilde;o suscite a volta de indexa&ccedil;&atilde;o, como o gatilho salarial. Se isso se mostrar muito recessivo, pode come&ccedil;ar a baixar os juros. &Eacute; um trabalho antip&aacute;tico, principalmente em uma situa&ccedil;&atilde;o com a economia com crescimento p&iacute;fio, mas &eacute; profil&aacute;tico&#8221;, explicou.<\/span><br \/><span>De acordo com o analista do BES Investimento, o BC est&aacute; buscando evitar que a alta da infla&ccedil;&atilde;o corrente se propague para outros pre&ccedil;os da econmia. &#8220;Ele foca um ainfla&ccedil;&atilde;o voltando para pr&oacute;ximo do centro da meta em 2016, independente de o desemprego estar subindo e atividade estar fraca. Tivemos uma piora da atividade na margem [&uacute;ltimos meses], mas o c&acirc;mbio [d&oacute;lar], que estava perto de R$ 3,30, j&aacute; voltou bem. Est&aacute; perto de R$ 3. Isso tem um impacto importante na din&acirc;mica da infla&ccedil;&atilde;o nos pr&oacute;ximos 12 a 18 meses&#8221;, avaliou. (G1)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom) do Banco Central decidiu elevar nesta quarta-feira (29) os juros b&aacute;sicos da economia de 12,75% para 13,25% ao ano, uma nova alta de 0,50 ponto percentual. 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