{"id":16894,"date":"2015-04-30T15:43:00","date_gmt":"2015-04-30T19:43:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3190","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=16894","title":{"rendered":"Em: 30\/04\/2015 &agrave;s 15:43h por"},"content":{"rendered":"<p><span>As contas de todo o setor p&uacute;blico consolidado &ndash; que englobam o governo, estados, munic&iacute;pios e empresas estatais &ndash; registraram super&aacute;vit prim&aacute;rio, que &eacute; a economia para pagar juros da d&iacute;vida p&uacute;blica e tentar manter sua trajet&oacute;ria de queda, de R$ 19 bilh&otilde;es no primeiro trimestre, informou o Banco Central nesta sexta-feira (30).<\/span><\/p>\n<p><span>Trata-se do pior resultado, para os tr&ecirc;s primeiros meses de um ano, desde 2009 &ndash; quando foi registrado um resultado positivo de R$ 18,77 bilh&otilde;es, de acordo com n&uacute;meros da autoridade monet&aacute;ria.<\/span><br \/><span>M&ecirc;s de mar&ccedil;o<\/span><\/p>\n<p><span>Somente no m&ecirc;s de mar&ccedil;o, ainda segundo informa&ccedil;&otilde;es do BC, as contas de todo o setor p&uacute;blico registraram um super&aacute;vit prim&aacute;rio de R$ 239 milh&otilde;es. Foi o pior resultado, para meses de mar&ccedil;o, desde 2010 &ndash; quando foi registrado um d&eacute;ficit de 158 milh&otilde;es.<\/span><br \/><span>Ao decompor o resultado do m&ecirc;s passado, as contas do governo tiveram um resultado positivo de R$ 1,48 bilh&atilde;o, mas os estados e munic&iacute;pios apresentaram um d&eacute;ficit de R$ 1,14 bilh&atilde;o. J&aacute; as empresas estatais estaduais tiveram um resultado negativo de R$ 97 milh&otilde;es em mar&ccedil;o.<\/span><br \/><span>Compromisso da nova equipe econ&ocirc;mica<\/span><\/p>\n<p><span>O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fixou uma meta de super&aacute;vit prim&aacute;rio para o setor p&uacute;blico (governo, estados, munic&iacute;pios e empresas estatais) de 1,2% do PIB para 2015 e de pelo menos 2% do PIB para 2016 e 2017.<\/span><\/p>\n<p><span>Para 2015, o esfor&ccedil;o de 1,2% do PIB equivale a uma economia de R$ 66,3 bilh&otilde;es para o setor p&uacute;blico. A economia para pagar juros da d&iacute;vida p&uacute;blica de R$ 19 bilh&otilde;es registrada em janeiro deste ano representa 28,5% do esfor&ccedil;o fiscal fixado para todo este ano.<\/span><br \/><span>Medidas j&aacute; anunciadas<\/span><br \/><span>Para tentar atingir as metas fiscais, a nova equipe econ&ocirc;mica j&aacute; anunciou uma s&eacute;rie de medidas nos &uacute;ltimos meses. Entre elas, est&atilde;o mudan&ccedil;as nos benef&iacute;cios sociais, como seguro-desemprego, aux&iacute;lio-doen&ccedil;a, abono salarial e pens&atilde;o por morte, al&eacute;m de aumento da tributa&ccedil;&atilde;o sobre a folha de pagamentos, que ainda t&ecirc;m de passar pelo crivo do Congresso Nacional.<\/span><\/p>\n<p><span>Outra medida foi a alta do IPI para autom&oacute;veis no in&iacute;cio deste ano, al&eacute;m do aumento de tributos sobre a gasolina, opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito, cosm&eacute;ticos, importados e para empresas. O Minist&eacute;rio do Planejamento, por sua vez, anunciou a redu&ccedil;&atilde;o dos limites tempor&aacute;rios de empenho para gastos no or&ccedil;amento de 2015 e, mais recentemente, o bloqueio de restos a pagar e limita&ccedil;&atilde;o de gastos do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC).<\/span><\/p>\n<p><span>Resultado ap&oacute;s pagamento de juros<\/span><br \/><span>Ap&oacute;s o pagamento de juros da d&iacute;vida p&uacute;blica, resultado que &eacute; conhecido no jarg&atilde;o econ&ocirc;mico como &#8220;nominal&#8221; e &eacute; uma das principais formas de compara&ccedil;&atilde;o do resultado das contas p&uacute;blicas com outros pa&iacute;ses, foi registrado um d&eacute;ficit de R$ 124 bilh&otilde;es de janeiro a mar&ccedil;o, com forte piora frente ao mesmo per&iacute;odo do ano passado (resultado negativo de R$ 33 bilh&otilde;es).<\/span><\/p>\n<p><span>Em doze meses at&eacute; mar&ccedil;o deste ano, houve d&eacute;ficit de R$ 435 bilh&otilde;es, o equivalente a 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo os n&uacute;meros do BC, houve melhora frente ao resultado em doze meses at&eacute; fevereiro &nbsp;&ndash; quando o d&eacute;ficit estava em R$ 379 bilh&otilde;es, ou 6,8% do PIB.<\/span><br \/><span>Segundo o BC, o d&eacute;ficit nominal de 7,81%, registrado em doze meses at&eacute; mar&ccedil;o deste ano &eacute; o pior da s&eacute;rie hist&oacute;rica, que come&ccedil;a em novembro de 2002.<\/span><br \/><span>D&iacute;vida p&uacute;blica<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo n&uacute;meros do Banco Central, a d&iacute;vida l&iacute;quida do setor p&uacute;blico (governo, estados, munic&iacute;pios e empresas estatais) somou R$ 1,84 trilh&atilde;o em mar&ccedil;o, ou 33,1% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 33,8% do PIB em fevereiro deste ano (R$ 1,87 trilh&atilde;o). A d&iacute;vida l&iacute;quida considera os ativos do pa&iacute;s como, por exemplo, as reservas internacionais &#8211; atualmente acima de US$ 370 bilh&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p><span>No caso da d&iacute;vida bruta, uma das principais formas de compara&ccedil;&atilde;o internacional, e que n&atilde;o considera os ativos dos pa&iacute;ses, mas apenas seu endividamento, a d&iacute;vida brasileira tamb&eacute;m subiu em mar&ccedil;o. Em fevereiro, estava em 60,9% do PIB (R$ 3,38 trilh&otilde;es), passando para R$ 3,48 trilh&otilde;es, ou 62,4% do PIB, em mar&ccedil;o deste ano.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contas de todo o setor p&uacute;blico consolidado &ndash; que englobam o governo, estados, munic&iacute;pios e empresas estatais &ndash; registraram super&aacute;vit prim&aacute;rio, que &eacute; a economia para pagar juros da d&iacute;vida p&uacute;blica e tentar manter sua trajet&oacute;ria de queda, de R$ 19 bilh&otilde;es no primeiro trimestre, informou o Banco Central nesta sexta-feira (30). 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