{"id":1648,"date":"2014-07-15T17:10:00","date_gmt":"2014-07-15T21:10:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-1664","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=1648","title":{"rendered":"Em: 15\/07\/2014 &agrave;s 17:10h por Por Guilherme Queiroz &#8211; Do Portal da Ind\u00fastria."},"content":{"rendered":"<p><span>O pre&ccedil;o da eletricidade &eacute; determinante para a competitividade da ind&uacute;stria. Apesar de ter uma privilegiada situa&ccedil;&atilde;o para gerar energia limpa e barata, o Brasil apresentava uma das mais elevadas tarifas de energia do mundo. Esse cen&aacute;rio mudou com a Medida Provis&oacute;ria no 579, em 2012, mas os efeitos ben&eacute;ficos da norma t&ecirc;m sido anulados por desequil&iacute;brios no setor el&eacute;trico. A Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) defende medidas no curto e m&eacute;dio prazos e garantir o fornecimento de energia a tarifas competitivas para as empresas no futuro.<\/span><\/p>\n<p><span>As propostas est&atilde;o no estudo &#8220;Setor El&eacute;trico: uma agenda para garantir o suprimento e reduzir o custo de energia&#8221;, que foi entregue aos candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. A CNI avalia que a aprova&ccedil;&atilde;o da MP 579, que aproveitou o fim das concess&otilde;es de usinas hidrel&eacute;tricas e sistemas de transmiss&atilde;o para reduzir tarifas de energia el&eacute;trica, foi ben&eacute;fica para a ind&uacute;stria e para o consumidor. Na ocasi&atilde;o, conseguiu-se uma redu&ccedil;&atilde;o de R$ 57\/MWh, o que correspondia a 20% da tarifa m&eacute;dia de todas as distribuidoras (R$ 280\/MWh) para os consumidores no mercado regulado (ACR).<\/span><\/p>\n<p><span>Os efeitos positivos da medida, por&eacute;m, t&ecirc;m sido subtra&iacute;dos, principalmente, pela combina&ccedil;&atilde;o de dois fatores: a descontrata&ccedil;&atilde;o de demanda &ndash; o que obrigou distribuidoras a comprarem energia no mercado &agrave; vista, mais caro &ndash; e o esvaziamento dos reservat&oacute;rios, o que exigiu o acionamento de todo o parque t&eacute;rmico de gera&ccedil;&atilde;o, desde o fim de 2012. Juntos, esses dois eventos acarretaram despesas extraordin&aacute;rias para o setor, e esses custos ter&atilde;o de ser repassados &agrave;s tarifas de energia at&eacute; 2015.<\/span><\/p>\n<p><span>O documento da CNI aponta as poss&iacute;veis causas dos desequil&iacute;brios no sistema el&eacute;trico e apresenta um conjunto de proposi&ccedil;&otilde;es que podem garantir a seguran&ccedil;a e a confiabilidade do setor no curto e no m&eacute;dio prazos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; baixa incid&ecirc;ncia de chuvas em regi&otilde;es de reservat&oacute;rios, o trabalho destaca que esse quadro se configurou, sobretudo, neste ano. Os reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas iniciaram 2013 com n&iacute;veis elevados e foram esvaziando ao longo do ano, mesmo com o &iacute;ndice pluviom&eacute;trico dentro da m&eacute;dia hist&oacute;rica.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;A &uacute;nica explica&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica que parece ser coerente com o observado desde 2012 &eacute; que a capacidade estrutural de gera&ccedil;&atilde;o (ou seja, a capacidade de produ&ccedil;&atilde;o de energia em condi&ccedil;&otilde;es hidrol&oacute;gicas adversas, que &eacute; o crit&eacute;rio de planejamento do sistema) est&aacute; menor que o consumo&rdquo;, avalia o estudo da CNI. Os dados analisados indicam que os modelos de simula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o otimistas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade de opera&ccedil;&atilde;o das usinas hidrel&eacute;tricas.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Por isso, a CNI prop&otilde;e:<\/strong><\/p>\n<p>&bull; Analisar com profundidade a capacidade estrutural de gera&ccedil;&atilde;o e, caso constatado o desequil&iacute;brio, que seja oferecido refor&ccedil;o na gera&ccedil;&atilde;o o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel para restabelecer a rela&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel entre oferta e consumo de energia.<\/p>\n<p>&bull; Analisar a causa da piora nos &iacute;ndices de desempenho do sistema de transmiss&atilde;o, observada nos &uacute;ltimos anos, para garantir bom funcionamento futuro.<br \/><span style=\"color: #000000; font-family: arial, sans-serif;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/u\/0\/?ui=2&amp;ik=ba9681bae3&amp;view=att&amp;th=1473b9f568e0161e&amp;attid=0.3&amp;disp=emb&amp;realattid=81482ae39d8b930b_0.8&amp;zw&amp;atsh=1\" border=\"0\" alt=\"Setor el&eacute;trico CNI Elei&ccedil;&otilde;es 2014\" width=\"200\" height=\"113\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>MERCADO LIVRE<\/strong><span style=\"color: #000000; font-family: arial, sans-serif;\">&nbsp;&ndash;&nbsp;<\/span>O Brasil precisa contratar 13 GW m&eacute;dios de nova capacidade de gera&ccedil;&atilde;o (garantia f&iacute;sica) para atender ao crescimento de demanda at&eacute; 2023. At&eacute; 2030, esse total pode chegar a 40 GW m&eacute;dios. Isso exige que o planejamento da expans&atilde;o do sistema comtemple diferentes regi&otilde;es do pa&iacute;s e segmentos de consumo. Na vis&atilde;o da CNI, h&aacute; duas oportunidades de aperfei&ccedil;oamento do modelo, que s&atilde;o:<\/p>\n<p>&bull; Ampliar os par&acirc;metros para defini&ccedil;&atilde;o de nova oferta (hoje o &uacute;nico crit&eacute;rio &eacute; a menor tarifa), tais como a regi&atilde;o em que a gera&ccedil;&atilde;o deve ser instalada, otimizando investimentos em transmiss&atilde;o. Al&eacute;m disso, deve considerar a demanda m&aacute;xima de energia, e n&atilde;o s&oacute; o consumo, no dimensionamento da oferta e prever a capacidade de cada usina produzir energia adicional em imprevistos.<\/p>\n<p>&bull; Estimular a contrata&ccedil;&atilde;o de nova capacidade pelo segmento do mercado livre (ACL), em que se inserem os grandes consumidores, como ind&uacute;strias eletrointensivas. Hoje o modelo prev&ecirc; expans&atilde;o apenas com base na demanda do mercado regulado, destinando uma cota ao segmento ACL. Para isso, &eacute; necess&aacute;rio aperfei&ccedil;oar o modelo de forma a permitir a contrata&ccedil;&atilde;o de fontes, como a biomassa e a e&oacute;lica, pelo mercado livre.<\/p>\n<p><strong>RESERVAT&Oacute;RIOS&nbsp;<\/strong><span style=\"color: #000000; font-family: arial, sans-serif;\">&ndash;<\/span>A gest&atilde;o integrada dos recursos h&iacute;dricos &eacute; essencial para garantir que o impacto da redu&ccedil;&atilde;o da vaz&atilde;o de rios seja dividida igualitariamente entre setor el&eacute;trico e setores da economia. Significa dizer que, ao se consolidar um sistema de gerenciamento por bacia, sejam avaliados os efeitos para abastecimento de &aacute;gua, irriga&ccedil;&atilde;o, piscicultura e hidrovias e as a&ccedil;&otilde;es sejam administradas de maneira integrada.<\/p>\n<p>Parte importante dessa proposta diz respeito &agrave; quest&atilde;o dos reservat&oacute;rios, que, nas usinas hidrel&eacute;tricas, t&ecirc;m a capacidade de regular as vaz&otilde;es dos rios e, com isso, aumentar a seguran&ccedil;a da opera&ccedil;&atilde;o do sistema e reduzir gastos com gera&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica. Al&eacute;m disso, os reservat&oacute;rios permitem a instala&ccedil;&atilde;o de sistemas de irriga&ccedil;&atilde;o que asseguram abastecimento em cen&aacute;rio de seca e mant&ecirc;m a navegabilidade de rios utilizados como hidrovias. Assim, a CNI prop&otilde;e:<\/p>\n<p>&bull; Nos &uacute;ltimos anos, tem havido uma proibi&ccedil;&atilde;o &ldquo;a priori&rdquo; da constru&ccedil;&atilde;o de hidrel&eacute;tricas com reservat&oacute;rios de regula&ccedil;&atilde;o, sem que haja embasamento t&eacute;cnico-financeiro para isso. &Eacute; preciso buscar um aproveitamento racional dos recursos naturais do pa&iacute;s, sem preju&iacute;zos aos aspectos ambientais.<\/p>\n<p><\/p>\n<h4>PROPOSTAS PARA AS ELEI&Ccedil;&Otilde;ES 2014<\/h4>\n<p><\/p>\n<p><span>O estudo Perspectivas para o setor el&eacute;trico integra o documento Propostas da Ind&uacute;stria para as Elei&ccedil;&otilde;es 2014 . Elaborado pela Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI), o documento cont&eacute;m 42 estudos com recomenda&ccedil;&otilde;es sobre os principais temas da agenda da ind&uacute;stria para o desenvolvimento do pa&iacute;s nos pr&oacute;ximos anos. O documento foi entregue aos candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e os principais pontos ser&atilde;o debatidos no dia 30 de julho entre os presidenci&aacute;veis e os empres&aacute;rios em encontro na sede da CNI em Bras&iacute;lia. Desde a elei&ccedil;&atilde;o de 1998, a CNI entrega documento com propostas aos candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia.<\/span><\/p>\n<p><span>Ao longo de mais de nove meses, a CNI promoveu debates, reuni&otilde;es e consolidou propostas em conjunto com dezenas de especialistas, consultores e representantes das associa&ccedil;&otilde;es setoriais da ind&uacute;stria e das federa&ccedil;&otilde;es estaduais. Algumas das propostas ser&atilde;o apresentadas em formato de projetos de lei e atos normativos. Todos os projetos foram elaborados com base no Mapa Estrat&eacute;gico da Ind&uacute;stria 2013-2022, que estabelece as a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para fazer o Brasil crescer mais e melhor.<\/span><\/p>\n<p><span>Assim como o Mapa, as propostas aos presidenci&aacute;veis s&atilde;o divididas em dez fatores-chave: educa&ccedil;&atilde;o; ambiente macroecon&ocirc;mico; efici&ecirc;ncia do Estado; seguran&ccedil;a jur&iacute;dica e burocracia; desenvolvimento de mercados; rela&ccedil;&otilde;es de trabalho; financiamento; infraestrutura; tributa&ccedil;&atilde;o; inova&ccedil;&atilde;o e produtividade. Com a carteira de projetos, a CNI pretende ajudar o governante eleito a aumentar a competitividade da ind&uacute;stria e do Brasil.<\/span><\/p>\n<p><em>Por Guilherme Queiroz &#8211; Do Portal da Ind&uacute;stria.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pre&ccedil;o da eletricidade &eacute; determinante para a competitividade da ind&uacute;stria. 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