As distribuidoras de energia ganharam mais uma linha de socorro. Para abater o prejuízo acumulado no ano, as empresas foram autorizadas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a usar uma espécie de poupança do setor.
Atualmente, o saldo está em pouco mais de R$ 300 milhões, e pode chegar a R$ 2,9 bilhões até o fim do ano, pelos cálculos da Aneel. O dinheiro que vai sair de um fundo abastecido por distribuidoras e grandes consumidores.
Para aumentar a segurança do fornecimento de energia, eles compram, em leilões específicos, o que se chama de “energia de reserva”. Ela é gerada por pequenas hidrelétricas, usinas eólicas e de biomassa. Parte dessa verba vai para a conta de energia de reserva.
Outra fonte que abastece essa conta vem da venda do excedente dessa energia no mercado livre. Como o preço da energia subiu muito nos últimos meses no mercado livre, o saldo vem engordando.
A devolução para quem contribuiu com a conta de energia de reserva vai começar em abril. A divisão é proporcional à contribuição de cada um. Ao todo, serão nove parcelas até o fim do ano. A maior parte, quase 80%, vai para as distribuidoras. Essa nova “forcinha” para as distribuidoras vem menos de uma semana depois de o governo anunciar um pacote de socorro de R$ 12 bilhões.