Em: 25/02/2015 às 17:39h por

A tarifa de energia elétrica foi o maior impacto individual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de fevereiro, que subiu 1,33% no mês, ante 0,89% em janeiro. O item, que ficou 7,7% mais caro em fevereiro, contribuiu com 0,23 ponto percentual do IPCA-15 deste mês.
De acordo com o IBGE, o item energia elétrica, dentro do IPCA-15, sofreu o impacto de reajustes em tarifas de algumas regiões, e movimentos na parcela de impostos.
Além disso, o instituto observou que o item também foi influenciado por complementação do efeito do Sistema de Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança que passou a vigorar em 1º de janeiro – e que torna a energia mais cara quando a oferta para atender à demanda tem maiores custos de geração, como é o caso atualmente.
Entretanto, a energia elétrica não foi o único preço administrado a pressionar o IPCA-15. As tarifas de ônibus urbano ficaram 7,34% mais caras em fevereiro, pressionadas por reajustes em sete capitais.
O IBGE informou ainda que também houve aumento nos preços das tarifas de ônibus intermunicipais (3,61%), em fevereiro.
Entre os não alimentícios, o IBGE destacou os aumentos de 2,96% no litro de gasolina, e de 2,54% no litro do diesel, que refletem o aumento das alíquotas de PIS/Cofins a partir de 1º de fevereiro.
Já entre os alimentos, embora essa classe de despesa tenha mostrado desaceleração de janeiro para fevereiro (de 1,45% para 0,85%), o IBGE destacou altas expressivas no grupo. É o caso dos aumentos de preços em feijão carioca (10,07%), tomate (9,61%), hortaliças (7,71%), batata inglesa (6,77%) e pescados (3,62%). (Valor)